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Posicionar a dentária no segmento de luxo

“Há duas formas de estar na medicina dentária: os que a encaram como um negócio – onde me incluo − e aqueles que não se identificam com essa visão.” A afirmação é do médico dentista Pedro Costa Monteiro [1], que estruturou a sua clínica PCMFG a pensar no segmento de luxo. Em entrevista exclusiva à SAÚDE ORAL, o diretor clínico detalha a forma como aplica os procedimentos das marcas de luxo à medicina dentária [2].

Pedro Costa Monteiro planeou a sua clínica com o objetivo de proporcionar um atendimento personalizado, desde o primeiro contacto telefónico, à forma como o paciente é recebido na clínica e ao tempo despendido na consulta. No fundo, aplicar os procedimentos das marcas de luxo à medicina dentária.

 

Os pacientes entram na clínica com “a sensação de que estão a entrar num hotel 5 estrelas e é preciso proporcionar esse serviço, nota Pedro Costa Monteiro, acrescentado que, “por vezes, os próprios pacientes ficam espantados e surpreendidos pela positiva quando se apercebem de determinados dos procedimentos praticados na clínica”.

Na perspetiva do profissional esta é a melhor estratégia de distinguir o valor do preço. “O tempo é caro para todos nós. Se eu realizar uma extração em cinco minutos e magoar a pessoa, ela não vai voltar. Se, por outro lado, estiver uma hora com o paciente, anestesiando-o com tempo, utilizando uma técnica menos invasiva, e se depois do procedimento conseguir estar meia hora numa sala de recobro, irá valorizar o ato de outra forma.” O médico dentista defende assim esta perspetiva de negócio, assente na experiência do paciente, proporcionado a “melhor técnica”, tem vindo a aplicá-la não só na sua clínica, como também nas restantes em que colabora, prestando um serviço de consultoria.

 

No entanto, considera que há espaço para outros posicionamentos na medicina dentária, incluindo os que pretendem “atingir uma franja da população mais necessitada”, assumindo, na sua perspetiva, “um papel importante na sociedade”.

Neste caso, reforça o diretor clínico, a estratégia passa por um “negócio de volume e não um negócio de margem”, que é comum nos grandes grupos de clínicas dentárias, e que passa por “atender o máximo de pessoas possível, mesmo que a um custo baixo, mas que esse volume se reflete em faturação elevada”.