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Saúde Oral

Mais de metade dos portugueses desconhece oferta de saúde oral do SNS

Mais de metade dos portugueses desconhece oferta de saúde oral do SNS

A sétima edição do Barómetro da Saúde Oral da Ordem dos Médicos Dentistas (OMD) revelou que mais de metade (55,9%) dos portugueses não sabe que o Serviço Nacional de Saúde (SNS) disponibiliza a área de medicina dentária.

Em comunicado, a OMD revela que o valor tem vindo a reduzir consecutivamente desde 2017, mas nesta edição a tendência inverteu-se.  Ainda que 44,1% dos portugueses tenham conhecimento, apenas 6,9% recorreu ao SNS nos últimos 12 meses para medicina dentária. Quem mais os utiliza são os indivíduos de classes socais mais baixas.

 

Um terço dos que utiliza indica que se não tivesse sido atendido no SNS não teria recorrido ao privado por motivos económicos e apenas 39,5% consideram realizar tratamentos complementares no setor privado.

Visitas aos consultórios dentários

Relativamente aos hábitos de visita ao médico dentista, apenas 67,4% dos portugueses o fazem pelo menos uma vez por ano. O valor é uma melhoria de 9% face a 2019 e quase 15% face à primeira edição do Barómetro, em 2014.

 

Nesta edição, 68,5% referem que visitaram o médico dentista no último ano, uma melhoria de 9,1%, quando comparado com 2021, e um valor que supera os dados pré-covid.

Existiu ainda uma redução de 20,1 % no número de indivíduos que afirma não ter necessidade de ir. Por outro lado, o número de portugueses que indica não ter dinheiro para tal aumentou 7,4%.

 

Entre os menores de seis anos, 65,2% nunca visitaram o médico dentista, sendo que este valor é inferior ao verificado nas duas últimas edições do Barómetro. Ainda acerca dos menores de idade, é possível verificar que 51,8% utilizam o cheque dentista quando recorrem a uma consulta, menos 8,5% do que o verificado na edição de 2021. A redução nota-se sobretudo junto das crianças com idades compreendidas entre os 10 e os 15 anos.

No geral, os portugueses continuam satisfeitos com os seus médicos dentistas (94,5%), sendo que nos casos de insatisfação, os principais motivos são os preços praticados (59,3%) e os resultados dos tratamentos (41,6%).

 

Além dos preços, os aspetos mais valorizados aquando de uma visita ao médico dentista são a confiança no mesmo, os resultados dos tratamentos e a higiene e limpeza. Já os aspetos menos valorizados são o género do médico dentista e a idade.

médicos dentistas em consultório

Dentição dos portugueses

Relativamente à dentição, os dados não apresentam diferenças significativas face às edições anteriores, com apenas 32,3% dos portugueses a terem a dentição completa. Por sua vez, a percentagem de portugueses com falta de seis ou mais dentes naturais, excetuando os dentes do siso, situa-se nos 28,5%, o que representa uma ligeira melhoria de 1% face a 2021, mantendo a tendência positiva que já se verifica desde 2018.

A percentagem de portugueses com falta de dentes que não têm nada a substituí-los também melhorou, tendo reduzido para 48,1% – aquele que é o melhor valor registado desde a primeira edição do Barómetro.

Entre os portugueses que têm falta de seis ou mais dentes naturais, 18,9% não têm substitutos (-3,1%. face à edição de 2021). Em 2017, era praticamente o dobro da percentagem (36,6%).

Em termos dos hábitos de higiene oral dos portugueses verifica-se que a tendência se mantém: melhorou o nível do hábito de usar fio dentário e elixir, mas reduziu mais uma vez a percentagem de portugueses que escova os dentes pelo menos duas vezes ao dia.

dentes com cárie

Nota metodológica: Para a realização do Barómetro da Saúde Oral foram realizadas 1102 entrevistas em Portugal, incluindo Regiões Autónomas, a homens e mulheres com 15 anos ou mais. A margem de erro numa amostra completamente aleatória para um intervalo de 95% é de 2,95%.

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