Saúde Oral

Portugal é o quinto país da UE com melhor saúde oral

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Portugal é o quinto país da União Europeia (UE) com melhor saúde oral, sendo que Itália, Alemanha e Espanha apresentam a melhor saúde dentária da Europa. A informação foi avançada por um estudo, no qual os investigadores da plataforma médica digital Qunomedical avaliaram a saúde dentária das populações de 24 Estados-membros da União Europeia, bem como do Reino Unido e da Suíça.

Depois de recolhidos os dados, a Qunomedical compilou o Healthiest Teeth Index através da pontuação da saúde dentária das populações europeias, avaliada por outros fatores, como os ambientais e de estilo de vida.

O índice foi baseado nos dados disponíveis relativos à saúde dentária e aos fatores de saúde dentária, incluindo o acesso a estabelecimentos e escolas de medicina dentária, estratégias de fluoretação, além do consumo de álcool, açúcar e tabaco.

Portugal surge em quinto lugar, com 1,2 de classificação em relação à condição dentária e 88 estabelecimentos dentários por 100 000 habitantes. Segundo o índice, o consumo médio anual de álcool per capita no país é de 12,3 litros, 22,7% dos habitantes do país com 15 anos ou mais fumavam e, em média, consumem 23,6 quilos de açúcar por ano.

A Itália ficou em primeiro lugar no índice, apesar de ter sido classificada em sétimo lugar entre os 26 países em relação à condição dentária, o que lhe valeu uma classificação de 1,2. A população tem acesso a um elevado número de estabelecimentos dentários, segundo o estudo, 77 por 100 000 habitantes. O índice mostrou que o consumo médio anual per capita de álcool em Itália entre pessoas com 15 anos ou mais era de 7,5 litros, que 23,7% dos italianos com 15 anos ou mais fumavam e que o consumo médio anual per capita de açúcar era de 27,2 quilos.

Em segundo lugar, a Alemanha apresentou uma classificação de 0,5 para a condição dentária e o país apresenta 82 estabelecimentos dentários por 100 000 habitantes. De acordo com o índice, o consumo médio anual de álcool per capita na Alemanha é de 13,4 litros, quase o dobro do da Itália, 30,6% dos habitantes do país com 15 anos ou mais fumavam e em média consumem 36,9 quilos de açúcar por ano.

Em terceiro lugar, a população espanhola obteve 1,1 pontos no que concerne à condição dentária e o país tem 72 estabelecimentos dentários por 100 000 habitantes. O índice revelou ainda que o consumo anual per capita de álcool das pessoas com 15 anos ou mais era de 10 litros, que 29,3% da mesma faixa etária fuma e que o espanhol médio consome 23,4 quilos de açúcar por ano.

A Grécia, que ocupa o 16.º lugar no índice, apresenta o maior número de estabelecimentos dentários, 125 por 100 000 habitantes, mas também a maior percentagem de consumidores de tabaco, com 43,4%. A Suíça, que ocupa o 15.º lugar no índice, registou o maior consumo de açúcar, com 49,5 quilos per capita por ano.

Os países com o índice mais baixo foram a Letónia, a Eslováquia e a Croácia, tendo-se verificado que as populações destes países apresentavam uma saúde dentária deficiente. A Letónia obteve uma classificação de 3,4, a Eslováquia teve a classificação mais baixa de todas as classificações para a condição dentária, com 5,1, e a Croácia teve uma classificação de 4,2.

Este índice foi compilado em reconhecimento do Dia Mundial da Saúde Oral de 2020. Os investigadores utilizaram o índice de dentes cariados, dentes em falta e restaurados para avaliar a condição dentária. O consumo de açúcar e o acesso a estabelecimentos dentários foram avaliados recorrendo aos dados da Universidade de Malmö, na Suécia. O consumo de álcool e o consumo de tabaco foram avaliados utilizando dados das bases de dados online sobre consumo de álcool e tabagismo compiladas por investigadores do Our World in Data, uma iniciativa de pesquisa e recolha de dados. Por sua vez, as medidas de fluoretação foram avaliadas utilizando dados do EU Manual of Dental Practice of the Council of European Dentists.

De fora, ficaram a República Checa, o Chipre e o Luxemburgo, porque os dados necessários para a comparação não estavam disponíveis, segundo os investigadores.