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Saúde Oral

53% dos pacientes americanos afirma que dentistas não rastreiam riscos de saúde

53% dos pacientes americanos afirma que dentistas não rastreiam riscos de saúde

Mais de metade dos pacientes dentários norte-americanos (53%) relata que os médicos dentistas falharam na deteção de fatores de risco, como o consumo de tabaco e álcool e condições crónicas, durante as consultas.

De acordo com o portal Drbicuspid, o estudo, publicado na revista científica Community Dentistry and Oral Epidemiology, revela ainda que quando os dentistas fazem as avaliações de risco, perguntam principalmente aos pacientes sobre doenças crónicas. No lado inverso da moeda, os rastreios para comportamentos de risco sexual foram os que ocorreram em menor número, com apenas a avaliação de um em cada dez para riscos de VIH e HPV.

 

“Globalmente, os resultados do estudo apontam para oportunidades perdidas para rastrear pacientes para comportamentos de risco de saúde e doenças crónicas”, escreveram os autores, liderados pelo investigador Yi Guo, da Universidade da Florida em Gainesville.

Com o crescente número de evidências de que a avaliação de fatores de risco para a saúde nos consultórios dentários pode aumentar as oportunidades de aconselhamento e encaminhamento, os autores escreveram que o uso de ferramentas de rastreio sistemáticas é fundamental.

 

A investigação analisou 857 pacientes analisados por 30 médicos dentistas na região Atlântico Sul da U.S. National Dental Practice-Based Research Network. Os pacientes relataram o seu nível de conforto recebendo avaliações para o uso de tabaco, consumo de álcool, ingestão de açúcar, risco de HIV, risco de HPV, condições médicas existentes, e se os médicos dentistas discutiram qualquer uma destas questões durante as suas consultas.

O estudo teve várias limitações, incluindo que os pacientes não eram obrigados a reportar o número de anos em que já iam a consultas do seu médico dentista. Se uma clínica dentária tinha conhecimento prévio sobre o histórico de saúde de um paciente, é possível que alguns deles foram seletivamente questionados sobre os fatores de riscos para a saúde, notam os investigadores.

 

No futuro, a investigação deverá centrar-se no fornecimento de ferramentas padronizadas para ajudar os médicos dentistas a avaliar sistematicamente os pacientes para as condições comuns, bem como no efeito potencial de conectar as avaliações de risco de saúde ao reembolso em novas consultas de rastreio e de rotina.

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