Quantcast
Formação

Os desafios da revolução digital nas instituições de ensino de medicina dentária

O crescimento de áreas como a impressão 3D e os alinhadores invisíveis estão a impactar as instituições de ensino de medicina dentária. O Dental Tribune International analisou como o King’s College London se adaptou à digitalização da medicina dentária.

A instituição, através da Faculty of Dentistry, Oral and Craniofacial Sciences, é a primeira escola dentária no mundo a incorporar a medicina dentária digital na educação, de acordo com o portal Planmeca. A faculdade permite aos seus alunos treinar em dentes humanos reais com a ajuda da realidade virtual, tendo esta abordagem sido premiada nos Prémios 17th Times Higher Education, com o troféu Technological or Digital Innovation of the Year.

 

O reitor executivo interino da faculdade, Michael Escudier, afirmou: “Este é um reconhecimento maravilhoso do enorme esforço de equipa que entrou no uso inovador e integrado da tecnologia para apoiar a aprendizagem dos alunos e permitir a sua progressão oportuna na força de trabalho dos cuidados de saúde.”

Outras das instituições a progredir nesta área é a Universidade de Sidney. O diretor da Oral Rehabilitation and Head Discipline of Periodontics na universidade, Axel Spahr, afirmou que, para a instituição, “é de extrema importância oferecer uma educação dentária que envolva todas as técnicas e materiais modernos e de última geração. Ensinar tecnologias e técnicas de ponta e usar equipamentos de topo e materiais de última geração são os critérios mais importantes que irão atrair futuros alunos”.

 

“Desde o início, a Sydney Dental School envolveu os seus alunos, bem como os representantes dos estudantes e organizações estudantis neste processo a que chamamos a jornada de medicina dentária digital”, acrescentou o responsável, que avança que existem planos para integrar mais tecnologia digital no ensino.

Já nos Estados Unidos da América, o New York University College of Dentistry está a implementar um fluxo de trabalho digital no ambiente educacional. O responsável pela modernização é Ilser Turkyilmaz, que considera que três dos principais obstáculos que uma instituição enfrenta são o custo, a formação e as infraestruturas quando planeiam melhorar e modernizar.

 

“Em primeiro lugar, é necessário um investimento significativo se uma escola quiser melhorar o seu fluxo de trabalho. Em segundo lugar, o corpo docente tem de estar disposto a ser treinado e a melhorar para poder continuar e educar os alunos. Em terceiro lugar, porque toda esta tecnologia foi concebida para uma utilização de cadeiras de clínica única, onde um dentista pode digitalizar uma ou duas coroas por dia. Infelizmente em grandes instituições de ensino dentário, esse modelo não funciona da mesma forma, e a infraestrutura necessária para acomodar, por vezes, centenas de alunos é imensa”, aponta.

O especialista aconselha às instituições a optarem por modelos híbridos que combinem quer técnicas tradicionais como digitais.

 
Este site oferece conteúdo especializado. É profissional de saúde oral?