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Formação

OMD declara que “Portugal não tem capacidade para mais mestrados integrados” na área

“Não há condições para a abertura de mais mestrados integrados de medicina dentária”, declarou a Ordem dos Médicos Dentistas (OMD).

“Não há condições para a abertura de mais mestrados integrados de medicina dentária”, declarou recentemente a Ordem dos Médicos Dentistas (OMD). Em comunicado, a OMD informa que tal surgiu no seguimento do pedido de parecer pela Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (A3ES) sobre um novo ciclo de estudos de medicina dentária apresentado pela Universidade Europeia.

Apesar desta posição, a OMD afirma que irá dar o seu parecer técnico à candidatura apresentada no prazo legal de 30 dias. A entidade declara que “o mercado de trabalho está completamente saturado. Portugal tem um médico dentista por cada 884 habitantes, mais do dobro dos profissionais recomendados pela Organização Mundial da Saúde, que aconselha um médico dentista por dois mil habitantes”.

 

A OMD defende ainda que “é urgente reduzir o número de vagas existentes e adaptá-las às necessidades reais do país. Nos últimos 15 anos, houve um aumento de mais de mil vagas nos mestrados integrados existentes”. Desta maneira, a abertura de um novo mestrado integrado “não tem qualquer racional estratégico”.

A entidade considera ainda ser uma “uma irresponsabilidade a abertura de mais vagas em medicina dentária seja nas faculdades já existentes seja em novos mestrados integrados”.

 

“Portugal não pode ser uma offshore de formação de médicos dentistas para o espaço europeu. Tão importante como avaliar a qualidade técnica de um novo ciclo de estudos será avaliar as condições de empregabilidade que os futuros profissionais vão encontrar”, conclui.

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