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Clínicas Dentárias

O que dizem os especialistas em… Retenção de talento

Atualmente, com a volatilidade do mercado no geral, torna-se urgente criar não só estratégias de atração, como também − e ainda mais importantes −, estratégias de retenção de talentos. Mara Martinho, manager da Michael Page, partilha algumas das estratégias que os empregadores podem aplicar para reter os seus talentos. Mara Martinho é mestre em Gestão de Recursos Humanos pelo ISEG, manager da equipa de Retalho, Comercial & Marketing da Michael Page, uma empresa especializada em recrutamento e seleção especializados, tendo tido uma experiência passada na área da saúde oral, vivendo de perto as frustrações e sucessos deste setor ao nível dos recursos humanos.

Como premissas gerais e base para qualquer organização, todos os profissionais que detenham uma clínica própria – onde necessitem deter vários outros profissionais ao seu encargo – ou apenas a gestão de uma equipa, devem certificar-se de que estão reunidas todas as condições de trabalho.

É fundamental trabalhar num espaço que detenha:

– Todo o material necessário, idealmente com tempo de qualidade entre utentes;

– Ajuda de um assistente permanente ou sempre que é necessário;

– Climatização, equipamentos com manutenção em dia, entre outros.

Além disso, há que certificar-se que o ambiente de trabalho é favorável, para isso, há que ser sensível a questões como:

– Se todos estão satisfeitos com as condições de trabalho;

– Se a equipa está oleada entre si ou se há atrito;

– Se todos estão a ser ouvidos da mesma forma;

– Se estão todos a trabalhar em equipa… No fundo auscultar e fazer com que todas as pessoas se sintam parte integrante e que contribuem para o resultado.

“Salário emocional”

Concentrando-nos no indivíduo, além do enfoque salarial – e neste ponto o importante é tentar ser o mais justo e equitativo face ao mercado, sendo que atualmente não falamos apenas em salário mensurável, mas igualmente em benefícios – é igualmente importante que se esteja atento ao que é mais relevante para o colaborador, neste caso, maioritariamente o médico dentista. A este último ponto, os especialistas chamam “salário emocional”, que tem vindo a deter um papel cada vez mais importante na retenção de talento.

Valorização, feedback e saber ouvir: Três-chaves essenciais

Enquanto gestores da nossa própria clínica, se por um lado é-nos fácil pedir ajuda a um colega num momento mais crítico de trabalho, passamos dias infinitos até encontrar um bom assistente ou um bom rececionista aquando uma saída inesperada. Porquê?

Porque não somos especialistas nessas áreas. Porque temos dificuldade em perceber os desafios do dia-a-dia desses outros profissionais. Muitas das vezes, tendencialmente menosprezamos a sua importância ou cremos não ser tão necessária uma valorização diária. No entanto, sem eles não teríamos as agendas organizadas e confirmadas, não teríamos o nosso material esterilizado e organizado nas nossas gavetas, não teríamos aquela mão que apoia o aspirador e acalma o utente agitado com um olhar por detrás da máscara… Muitas das vezes, não é apenas o médico dentista que faz a diferença, mas sim o trabalho conjunto de toda uma equipa que o representa.

Todos somos indivíduos, todos temos os nossos objetivos e as nossas ambições e, sem dúvida, que estamos todos mais exigentes.

A reter

– Precisamos de transformar o nosso local de trabalho num sítio agradável de se estar;

– A nossa equipa, a nossa segunda família. Desta forma, se todos sentirmos que estamos a ser devidamente valorizados, recompensados, ouvidos e somos parte integrante, dificilmente vamos querer sair;

– Não devemos tomar como garantido que todos queremos o mesmo ou que todas as pessoas são/pensam como nós. Ouvir para ser ouvido e dar para receber;

– O sucesso está nas pequenas coisas e a retenção de talentos também.

*Artigo publicado na edição 147, de novembro-dezembro, da Saúde Oral

 

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