Quantcast
Médicos Dentistas

O “potencial” da telemedicina dentária após a pandemia

Um estudo publicado pelo British Dental Journal concluiu que a telemedicina dentária pode “estender o seu potencial” para além da pandemia.

Um estudo publicado pelo British Dental Journal concluiu que a telemedicina dentária pode “estender o seu potencial” para além da pandemia da covid-19, avança a Gaceta Dental. A investigação realizou-se na área de Medicina Dentária Pediátrica do Hospital Dentário de Newcastle (Reino Unido) ao longo de um mês, período em que se realizaram um total de 653 consultas de telemedicina dentária.

O estudo antecipa que a adoção deste tipo de medicina poderia reduzir as listas de espera; eliminar a assistência presencial desnecessária e diminuir a deslocação dos pacientes. Após análise das consultas, verificou-se que a implementação da consulta telefónica como primeiro ponto de contacto entre a equipa dentária e o paciente reduziu o número de consultas presenciais exigidas em mais de um terço.

Das 653 consultas de pacientes que ocorreram no período de estudo, 79% tiveram um primeiro contacto bem-sucedido. 21% tiveram contactos iniciais falhados, embora, entre estes últimos, 10% poderia ter tido um segundo contacto telefónico ideal.

Após estas consultas: 3% necessitaram de uma avaliação presencial urgente; 15% de uma avaliação presencial prioritária; 59% de uma consulta de rotina regular e 21% foram dispensados.

Um dos pontos-chave do estudo sublinha a importância de ter em conta os detalhes demográficos dos pacientes na implementação do serviço, uma vez que parte desses 21% dos contactos falhados se deveu a números de telefone errados ou desatualizados.

Desvantagens

O estudo sublinhou ainda as desvantagens da telemedicina dentária:

  • Falta de acessibilidade para aqueles que não falam a língua e aqueles que possuem problemas de audição ou de comunicação;
  • Falta de acesso aos serviços, devido a não possuírem dispositivos ou ligação de boa qualidade;
  • A falta de interação presencial é considerada por alguns pacientes como “desagradável”, “despersonalizada” e que dificulta a comunicação.

Além destes pontos, os autores alertam também para o risco de estabelecer um diagnóstico errado ou a possibilidade posterior de má gestão do paciente. A precisão de um diagnóstico telemático pode ser influenciada pela qualidade das imagens recebidas, pelos dispositivos informáticos do médico dentista e pelo paciente e pela vontade deste último de cooperar, considerou o estudo.

A investigação concluiu que questões a aperfeiçoar, como os critérios de encaminhamento, podem transformar este serviço num grande complemento clínico.

Este site oferece conteúdo especializado. É profissional de saúde oral?