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Médicos Dentistas

O maravilhoso mundo do laser

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Utilizado na medicina dentária há pouco mais de quatro décadas, o laser tem hoje aplicações clínicas que há 40 anos seriam inimagináveis. Desde a ortodontia à endodontia, periodontologia ou cirurgia oral, o laser é hoje um importante aliado do médico dentista, permitindo realizar vários procedimentos sem anestesia ou dor, um atrativo para aqueles que temem a cadeira do dentista. Fomos saber como tem evoluído esta tecnologia que oferece cada vez melhores resultados clínicos.

A medicina dentária já não se faz sem tecnologia. A ajuda que presta no diagnóstico, a rapidez que imprime aos procedimentos e a possibilidade que oferece de realizar tratamentos livres de dor e menos invasivos são argumentos mais do que suficientes para integrar novos equipamentos e tecnologia em ambiente clínico. E o laser, dizem aqueles que o usam, é um dos que mais tem evoluído.

Com uma previsão de crescimento de 6,5% por ano entre 2019 e 2026, o mercado global de lasers dentários deverá atingir um valor de 1,5 mil milhões de dólares até 2026, de acordo com dados da consultora Grand View Research, números que revelam, por um lado, o investimento que está a ser feito no desenvolvimento da tecnologia, mas também o interesse do mercado que atualmente já recorre à laserterapia em múltiplos cenários clínicos.

“Atualmente o laser pode ser utilizado em praticamente todas as áreas da medicina dentária, sendo um complemento essencial num consultório. Desde tratamentos de dentisteria, onde se pode utilizar o laser para o tratamento de cáries dentárias, de cirurgia, para qualquer tipo de excisão, ou para efetuar hemóstase, ou de periodontologia, para desinfeção das bolsas periodontais ou gengivectomias”. Quem o diz é Ana Nogueira da Silva, diretora clínica do Instituto de Laser em Medicina Dentária, que conta que desde que o laser foi introduzido na medicina dentária muito mudou.

“Houve uma grande evolução nesta área, quer em termos de áreas de aplicação, quer em termos de equipamento, e isso é possível observar nos equipamentos de laser atuais que são mais pequenos, funcionais e user friendly. Agora dispomos de pulsos mais curtos, assim como uma maior amplitude nos parâmetros que podemos utilizar, que permitem um efeito mais eficiente e eficaz nos tratamentos. Há também uma aposta em novos comprimentos de onda por algumas casas comerciais, havendo assim uma maior diversidade em termos de oferta de lasers em medicina dentária”, explica a médica dentista.

Luís Miguel Corte-Real, diretor clínico da Clínica Parque da Cidade, em Matosinhos, e vice-presidente da recém-criada Sociedade Portuguesa de Aplicações de Laser Oral (SPALO), conta que grande parte da tecnologia laser que existia há dez anos está hoje “ultrapassada”.

“Surgiram novos conceitos ou novos equipamentos que são mais pequenos, mais eficientes, mais acessíveis financeiramente ou mais intuitivos no seu uso. Na medicina e, mais especificamente, na medicina dentária, os conceitos base [da tecnologia laser] mantém-se, mas obviamente temos mais evidência científica sobre a sua real mais-valia clínica. Hoje temos mais e melhores equipamentos, equipamentos mais user friendly, mais aplicações clínicas, melhores resultados e, com isso, uma maior aceitação clínica. Temos mais ciência e uma maior evidência científica, o que resulta em melhores equipamentos”, afirma.

“Atualmente, o laser pode ser utilizado em quase todas as áreas de medicina dentária” – Alexandra Marques, MD Clínica

Luís Miguel Corte-Real acrescenta ainda que atualmente já “não há uma área em medicina dentária em que a tecnologia laser não tenha algum tipo de aplicação clínica. Desde a endodontia, que é minha área de eleição, até a alguns estudos do uso da bioestimulação com laser em ortodontia. É possível também a aplicação do laser, por exemplo, na dessensibilização por exposição dentinária, causa da hipersensibilidade dentária, e com excelentes resultados”.

“A utilização de lasers, tanto Er-Cr:YGSS, como de CO2 ou outros, em periodontologia é uma opção cientificamente válida. O laser Er-Cr:YGSS elimina o cálculo por fotoablação e também é capaz de eliminar a smear layer — restos de uma mistura de cimento, toxinas dos materiais de obturação, bactérias e cálculo residual —, permitindo uma redução na profundidade das bolsas. Este efeito deve-se às microrretenções que o laser produz na superfície da raiz. Este tipo de ‘sistema de retenção’ parece permitir melhorar a capacidade de adesão dos fibroblastos ao nível subgengival. A nível inflamatório, gera uma melhoria nos sintomas e no tratamento. Isto deve-se à bioestimulação produzida por uma vasodilatação que promove a drenagem linfática, ajudando a drenar o edema e a inflamação generalizada da periodontite, ajudando também na regeneração da zona irradiada. Existem já bastantes publicações científicas e estudos em revistas indexadas muito interessantes e que podem e devem ser mais estudadas”, acrescenta.

Alexandra Marques, diretora clínica da MD Clínica, em Lisboa, revela ainda que, apesar da evolução de que a tecnologia laser tem sido alvo, “alguns dos tipos de laser que mais se usam atualmente já existiam, mas estavam pouco explorados e eram pouco conhecidos”.

“A maior contraindicação é o mau diagnóstico e a ignorância na correta utilização dos diferentes tipos de laser” – Luís Miguel Corte-Real, Clínica Parque da Cidade

“Na medicina dentária, pouco mais se usava além do laser diodo. Para mim, a introdução do laser Er: YAG trouxe imensas vantagens e protocolos que vieram diminuir o tempo de recuperação, trazer rapidez para o procedimento e, claro, novas indicações de tratamento […]. Atualmente, o laser pode ser utilizado em quase todas as áreas de medicina dentária. Implantologia, odontopediatria, periodontologia, cirurgia, endodontia, dentisteria, estética facial, ortodontia…As últimas novidades são a remoção de coroas e facetas em poucos segundos, a bioestimulação, que quando realizada após uma cirurgia reduz imenso o downtime [período necessário de inatividade para a recuperação] e o desconforto pós-operatório, a aceleração do tratamento ortodôntico, a preparação da superfície antes de cimentar coroas e facetas, o tratamento da sensibilidade dentária, entre outros”, enumera.

Terapia sem contraindicações
O médico dentista Luís Miguel Corte-Real lembra, no entanto, que apesar de existirem “poucas ou nenhumas” contraindicações no tratamento com laser na medicina dentária, “ainda não é possível que o mesmo tipo de laser tenha aplicação em todos os procedimentos. Além disso, nem todos os lasers produzem os mesmos efeitos.”

“Até diria que o mesmo laser produz efeitos diferentes em tecidos diferentes e, dependendo dos parâmetros de emissão usados, o mesmo tipo de laser pode produzir efeitos diferentes no mesmo tecido. Para incorporar o laser na prática diária, o profissional deve saber, entre outras coisas, as indicações, contraindicações e como utilizar o tipo ou tipos de lasers que deseja utilizar antes da sua aplicação na clínica. A maior contraindicação é o mau diagnóstico e a ignorância na correta utilização dos diferentes tipos de laser e na seleção dos protocolos mais adequados”, alerta ainda.

Também Ana Nogueira da Silva adverte que embora não haja “contraindicações absolutas para a terapia com laser”, os médicos dentistas devem “ter as mesmas cautelas” que têm ao aplicar um tratamento convencional a pacientes em categorias de alto risco. “Temos de ter em conta a história clínica do paciente, sendo que a utilização do laser pode trazer vantagens em comparação com os tratamentos convencionais, especialmente neste tipo de pacientes.”

“Tive um caso reencaminhado por uma colega de odontopediatra, uma criança com menos de 24 meses, com patologias cardíaca e renal, com necessidade de efetuar ulectomia quase total, superior e inferior. Devido ao quadro clínico, era desaconselhada a sedação, já para não mencionar o pós-operatório, que incluiria sutura e alguma hemorragia, numa paciente tão jovem. Ao efetuar-se com laser, além de o procedimento ter sido efetuado com apenas anestesia local, não foi necessário suturar, não houve qualquer hemorragia no pós-operatório e houve uma rápida cicatrização, permitindo à criança alimentar-se normalmente de uma forma mais rápida, em comparação com os métodos convencionais”, conta ainda a diretora clínica do Instituto de Laser em Medicina Dentária.

“Uma clínica que pretenda oferecer medicina dentária com os tratamentos mais avançados e com maiores benefícios para os seus pacientes tem de ter um laser” – Ana Nogueira da Silva, do Instituto de Laser em Medicina Dentária.

Os diferentes tipos de laser hoje existentes, com a possibilidade de usar mais do que um comprimento de onda, permitem que a tecnologia seja usada em praticamente todas as áreas da medicina dentária, o que faz desta tecnologia “um complemento essencial num consultório”, diz ainda a médica dentista Ana Nogueira da Silva.

A introdução do laser num consultório de medicina dentária tem várias vantagens. Por exemplo, no tratamento de cáries dentárias com a utilização do laser, muitas vezes não é necessário anestesiar, o que para muitos doentes é uma grande mais-valia, já para não mencionar a ausência do típico ruído da turbina que para alguns pacientes é traumatizante. No caso da cirurgia, ao utilizar o laser, na maioria dos procedimentos não é necessário suturar, devido à hemóstase provocada pelo laser, havendo uma cicatrização e recuperação mais rápida e confortável. Basta pensar, por exemplo, numa gengivectomia, quando efetuada pelo método tradicional — o bisturi —, há sempre alguma hemorragia, o que se torna bastante desconfortável para o paciente. Mesmo uma pequena excisão num local bastante irrigado, como por exemplo a língua, ao utilizar o laser não há necessidade de suturar e a recuperação e cicatrização são mais céleres. Outra área é a endodontia, em que se pode efetuar uma desinfeção dos canais utilizando o laser, sendo imprescindível em casos mais complicados”, afirma ainda.

Outra das vantagens, garantem ainda os médicos dentistas ouvidos pela SAÚDE ORAL, é que qualquer paciente pode ser tratado com recurso ao laser, mesmo os pacientes com pacemaker.

“Os pacientes portadores de pacemaker são referidos na literatura como pacientes com quem se deveria ter cautela. Mas, atualmente, os pacemakers são dispositivos eletrónicos que se encontram protegidos por uma capa e insensíveis à luz e todos os lasers no mercado são dispositivos médicos com aprovação EMC (compatibilidade eletromagnética), portanto, não deverá haver o risco de interagir com pacemakers”, explica Ana Nogueira da Silva.

Elevado investimento com elevado retorno

Já o investimento continua a ser elevado, mas, de acordo com quem já usa o laser, o retorno é certo. Alexandra Marques, da MD Clínica, refere que é preciso olhar para o laser “como um investimento alto, mas de retorno garantido” e sublinha que a formação para a sua utilização é essencial. “Não vale a pena comprar um Lamborghini se não tiver a carta de condução, certo?”, refere em jeito de brincadeira.

Para ajudar a combater a lacuna de formação que ainda existe nesta área em Portugal, a MD Formação lançou um Curso de Laser em Medicina Dentária, uma ação formativa com cinco módulos ministrados pelas médicas dentistas Alexandra Marques e Isabel Lopes e direcionada para médicos dentistas que queiram integrar esta tecnologia na sua clínica.

A Cooperativa de Ensino Superior Politécnico e Universitário (CESPU) é outra das instituições que, em Portugal, oferece formação nesta área, nomeadamente uma pós-graduação em Aplicações de Laser em Medicina Dentária. A instituição de ensino foi contactada pela SAÚDE ORAL para contar com tem evoluído a formação nesta área, mas até à data de fecho desta edição não foi possível obter resposta às questões enviadas.

Ana Nogueira da Silva, que no Instituto de Laser em Medicina Dentária também oferece algumas formações em laser, acredita que apesar de ser “uma tecnologia ainda dispendiosa”, o laser está a tornar-se “cada vez mais acessível, principalmente se falarmos de lasers de diodo”.

“Um laser num consultório de medicina dentária, utilizado de forma correta, sem dúvida que justifica os benefícios para o paciente e, consequentemente, para a clínica. Na minha opinião, atualmente, uma clínica que pretenda oferecer medicina dentária com os tratamentos mais avançados e com maiores benefícios para os seus pacientes tem de ter um laser”, sublinha.

“O laser permite realizar de forma totalmente inovadora os tratamentos de forma indolor e com elevada taxa de sucesso” – Marta Gonçalves Monteiro, diretora da divisão Médica da LaserMaq

Já a formação, é indispensável e deve acompanhar qualquer investimento em equipamento. “A formação é um ponto crucial, como em qualquer outra técnica ou equipamento. E facilmente o laser pode ser considerado uma tecnologia que não funciona porque simplesmente foi mal utilizado […]. Podemos facilmente cair no erro de achar que utilizar o laser é só carregar no botão que diz ‘cirurgia’ e aplicar a todos os casos de cirurgia, e naturalmente, em alguns casos vai resultar e noutros não. E isto acontece porque os parâmetros que se encontram pré-selecionados podem ser os certos para um determinado biótipo de tecido, em termos de pigmento, se é mais ou menos fibroso, se é mais ou menos irrigado… Todas estas características vão influenciar os parâmetros a selecionar. Por ser fundamental a formação, e por haver uma lacuna nesta área, abri em 2018 o Instituto de Laser em Medicina Dentária, onde além de oferecer formação nesta área também temos a parte clínica, oferecendo aos pacientes todos os benefícios desta tecnologia”, conta ainda a diretora clínica do Instituto de Laser em Medicina Dentária.

Também para Luís Miguel Corte-Real a compra de um laser para uma clínica dentária “não é um gasto, mas, sim, um investimento”.

“A aposta em tecnologia laser ou CAD/CAM, e numa melhor e mais avançada ciência, é sempre com a real expectativa de melhorar o resultado e a experiência do nosso utente. Utentes satisfeitos, trazem mais utentes. [Se temos] mais utentes é porque estamos a fazer alguma coisa bem-feita e com isso vem o retorno profissional e pessoal e, obviamente, também o retorno financeiro […]. O investimento em conhecimento e tecnologia cientificamente comprovada eficaz nunca será um gasto. Ganhar dinheiro é uma consequência de ser um bom profissional, independentemente da técnica usada”, conclui o médico dentista.

Uma ‘arma terapêutica’ com “elevada taxa de sucesso”
Criada em 2006, a LaserMaq é uma das empresas portuguesas com mais experiência no desenvolvimento e comercialização de sistemas laser de alta tecnologia para a medicina dentária, dermatologia, cirurgia vascular e cirurgia plástica, medicina estética e ginecologia.

Marta Gonçalves Monteiro, diretora da divisão Médica da LaserMaq, explicou à SAÚDE ORAL que a nova geração de laser em medicina dentária oferece níveis de precisão, desempenho e facilidade de uso “incomparáveis”.

“Atualmente, os sistemas laser são mais compactos, mais potentes e mais user friendly. Como principal evolução, poderia indicar o aparecimento das plataformas laser, ou seja, sistemas laser que incorporam vários tipos de laser, com diferentes comprimentos de onda, que asseguram a complementaridade de tratamentos e que ultrapassam a limitação que tinham alguns lasers mais antigos por não cobrirem várias aplicações laser, desde o tecido duro aos tecidos moles e, por isso, obrigando os médicos dentistas a dobrar o investimento em dois ou três equipamentos laser para fazerem o que atualmente se consegue com apenas um sistema”, explica.

De acordo com a responsável da LaserMaq, também o âmbito de aplicações da tecnologia foi alargado, com o laser a assumir hoje um papel de relevo no campo dos tratamentos indolores.

“O laser permite realizar os tratamentos, de forma totalmente inovadora e indolor, com elevada taxa de sucesso, como por exemplo a remoção de brackets ortodônticos ou de coroas e facetas de forma muito rápida e sem os destruir, ou o tratamento de peri-implantites. Saliento também duas novas áreas de atuação: a estética facial, como as rugas periorais, conhecidas como códigos de barras, ou por exemplo, os hemangiomas labiais. Também no tratamento da roncopatia e apneia do sono, que habitualmente eram tratadas essencialmente com recurso a avanços mandibulares e cirurgias ortognáticas, e podem hoje ser tratados de modo minimamente invasivo, sem anestesia e sem downtime”, sublinha Marta Gonçalves Monteiro.

A diretora da divisão médica da LaserMaq não esconde que existe uma curva de aprendizagem para que o médico dentista aprenda a utilizar a tecnologia e diz que apesar do elevado investimento que é necessário fazer, o laser começa a ser “uma tecnologia acessível para todos os médicos dentistas portugueses.”

“A tecnologia laser tem vindo a ficar menos dispendiosa ao longo dos anos e a indústria laser mundial está a fabricar sistemas laser cada vez mais potentes, mais user friendly, com intuitivos touch screens, e várias tecnologias inovadoras associadas de modo a permitir versatilidade nas aplicações clínicas e otimização dos resultados. O valor custo-benefício da tecnologia, tal como qualquer outra tecnologia num consultório dentário, tem de tomar em consideração os fatores de rentabilidade direta, como por exemplo, todos os procedimentos laser, que, sem esta tecnologia, não poderiam ser disponibilizados na clínica, ou o tempo despendido por procedimento, mas também os fatores de rentabilidade indireta, mais difíceis de medir, mas não de menor importância, como por exemplo, a fidelização do cliente e a diferenciação. No final das contas feitas, os nossos clientes referem frequentemente que a rentabilidade que retiram do seu sistema laser é o privilégio de os seus pacientes usufruírem de tratamentos únicos, porque o laser aporta vários benefícios para o paciente, seja por serem tratamentos mais curtos, menos invasivos e consequentemente menos traumáticos, bem como uma recuperação mais rápida. E claro, o prazer de poderem trabalhar com tecnologia avançada que lhes permite obter resultados clínicos superiores, que para médicos dentistas exigentes tem um peso muito importante”, conclui.

SPALO quer expandir conhecimento sobre aplicações do laser na medicina dentária
Com o objetivo de amplificar o conhecimento existente acerca da utilização do laser na medicina dentária, em 2019 foi criada a Sociedade Portuguesa de Aplicações de Laser Oral (SPALO).

Com o primeiro congresso adiado devido à covid-19, a organização está agora focada na divulgação, educação e formação dos seus associados. Luís Miguel Corte-Real, vice-presidente da SPALO, conta à SAÚDE ORAL que havia a necessidade de criar em Portugal “uma sociedade congénere a outras sociedades com o mesmo fim já existentes Internacionalmente”.

A SPALO pretende, assim, encorajar a expansão das aplicações orais de laser, promover as competências clínicas, académicas e de investigação no campo das aplicações orais de laser, intensificar a cooperação entre universidades e institutos de investigação a fim de fomentar a investigação conjunta na área do laser, e oferecer aconselhamento, pareceres e orientações às entidades competentes, governamentais ou profissionais, visando o desenvolvimento desta área em Portugal.

A SPALO tem como principal objetivo difundir e amplificar o conhecimento do uso do laser na área da medicina dentária na esfera orofacial, bem a divulgação, educação e formação dos seus associados”, acrescenta o vice-presidente da SPALO.

Para cumprir estes objetivos, a organização estava a preparar, para junho deste ano, com a sociedade congénere espanhola – a SELO – um congresso de âmbito ibérico, que fica agora adiado para 2021, no Porto.

“Infelizmente, neste momento estamos parados. Temos vários projetos, como promover hands-on e pequenos encontros mensalmente, inicialmente organizados em Lisboa e no Porto, para divulgar a tecnologia a novos colegas e fazer updates a colegas que já são utilizadores de laser, com partilha da experiência clínica de cada um. Mas a primeira grande ação é realmente o congresso ibérico, no qual nos iremos dar a conhecer à comunidade da medicina dentária e estomatologia portuguesa e espanhola. Com isso também pretendemos conquistar mais membros e associados para podermos crescer sustentavelmente”, conclui Luís Miguel Corte-Real.

*Artigo publicado originalmente na edição n.º 135 da revista SAÚDE ORAL, de novembro-dezembro de 2020.

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