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Tecnologia

O caminho de evolução das impressoras 3D

MALO CLINIC Impressora D
O mercado de impressão em 3D na medicina dentária tem sido marcado pela rapidez e dinamismo. Num mundo cada vez mais global e tecnologicamente avançado, os médicos dentistas beneficiam de novas soluções. Mas, na hora de investir nestes equipamentos, há que ter bom senso, avaliar o custo / benefício e ter em conta a formação adequada. Vivemos numa era digital em que as inovações são vistas como complementares aos métodos convencionais — e não como substitutas.   

Apesar de serem uma inovação existente desde o princípio dos anos 1980, foi há apenas alguns anos que as impressoras 3D se desenvolveram na área da medicina dentária. Pode afirmar-se que este é um mercado em forte expansão e que o crescimento das novas tecnologias acontece de forma exponencial. André Simões, diretor clínico da Ourémed e formador no Digital4all, trabalha há cerca de quatro anos com este tipo de soluções. “A primeira impressora 3D que comprei nem sequer foi numa empresa ligada à dentária porque não eram comercializadas. Hoje, a realidade é bem diferente”, adianta.

João Falcão da Fonseca

João Falcão da Fonseca, médico dentista da clínica Tomardente Advanced Dental Care, trabalha há menos tempo com esta tecnologia, desde há três anos. Expllica que tomou esta decisão “pelo potencial que tinha para o planeamento”, a sua área favorita, e ainda “pela capacidade de devolver qualidade de vida ao seu trabalho”. O também professor universitário na Cooperativa de Ensino Superior Politécnico e Universitário (CESPU) considera que ainda há margem para crescimento e que esta nova tecnologia terá de mudar no futuro. “A qualidade, utilidade e rapidez dos produtos que as impressoras permitem executar têm de transitar do atual modelo, focado na prototipagem e de aplicação industrial, para outro, de produção mundana de objetos e bens de primeira necessidade. Isso mudará a forma como consumimos todo o tipo de artigos.” Se assim for, a explosão desta funcionalidade tomará proporções que, garante, “nem sequer imaginamos”.

 

O primeiro contacto de Ricardo Martins Almeida, diretor clínico da Malo Clinic Lisboa (à data deste artigo; atualmente, é diretor do Departamento de Prostodontia) com impressoras 3D, aconteceu há cerca de dez anos, quando visitou uma pequena empresa no Porto que elaborava desenhos em computador e produzia maquetes de grandes dimensões e alguns protótipos de bonecos de banda desenhada. Desde então, o médico — com prática clínica exclusiva em reabilitação oral e dentisteria estética — tem vindo a trabalhar regularmente com esta tecnologia para dar seguimento a protocolos de trabalho iniciados de forma digital. “Por outro lado, e percebendo que a indústria 3D estava a entrar em força em diversos setores, percebi rapidamente que o nosso não seria certamente excluído”, afirma.

Outros profissionais da área também beneficiam do desenvolvimento desta tecnologia. João Pedro Fernandes é técnico de prótese dentária e trabalha com impressão 3D há cerca de quatro anos. Enquanto sócio-gerente, juntamente com outros colegas, de um centro de fresagem, o DMT – Dental Milling Technology, considerou que era chegado o momento de fornecer este tipo de serviços ao mercado, tentando sempre acompanhar o que surge de forma inovadora. “Digamos que a impressão 3D se encontra numa fase inicial de desenvolvimento e acredito que poderá ser muito potenciada. Especificamente, no DMT, utilizamos este tipo de tecnologia para produzir modelos com enceramentos feitos virtualmente, alguns modelos de trabalho e protótipos.”

 

Apesar de considerar esta como uma tecnologia emergente e passível de vir a ter algum valor no mercado, o técnico de prótese dentária não acredita que o seu potencial chegue ao nível de outros países, que acabaram por substituir os modelos de gesso por modelos impressos. “Ainda é um processo relativamente caro e com menos qualidade em comparação com outros materiais que usamos”, defende. Uma vez que muitos técnicos e médicos dentistas já recorrem à impressão 3D, João Pedro Fernandes considera que a mesma trará “muitas vantagens a nível clínico, no futuro, tanto no que respeita ao diagnóstico como na preparação cirúrgica para confeção de guias e protótipos”.

O que traz a impressão em 3D

 

Para o técnico de prótese dentária, a impressão 3D, em conjunto com o desenho assistido por programa de computador, permite “planear e projetar todo o tipo de componentes e protótipos necessários para estudar um caso clínico de qualquer complexidade”. Além de considerar esta tecnologia como “um assistente valioso no planeamento em prótese dentária e cirurgia oral”, denota as aplicações variadas já efetuadas – ainda que de uso limitado – em especialidades como a periodontologia, endodontia e ortodontia. André Simões sublinha ainda a sua importância “na execução de todo o tipo de guias cirúrgicas, enceramentos digitais e, progressivamente, na substituição dos tradicionais modelos de gesso”.

Para o responsável da Malo Clinic, são vários os benefícios das impressoras em 3D que podem ser usadas na clínica “para produção de modelos dentários, guias cirúrgicas, alinhadores, enceramentos digitais, próteses fixas ou removíveis, etc”. No entanto, ressalva que se o foco for a precisão, em muitas situações, a impressão em 3D pode ficar aquém das expectativas. “Porém, as impressoras poderão ser muito úteis quando incorporadas num fluxo de trabalho analógico/digital. Por exemplo, considero-as bastante úteis quando queremos planear um enceramento digital e precisamos de testar no paciente. Podemos, desta forma, exportar o ficheiro do nosso desenho para a impressora 3D e materializar o projeto digital. De seguida, com recurso a matrizes de silicone, é possível ensaiar o nosso projeto digital no paciente para que seja aprovado.” Noutros casos, pode ser feito o planeamento digital de uma cirurgia, bem como do sorriso ou dentes em questão, e usar a impressão 3D para produzir as guias cirúrgicas para colocação dos implantes, além das próteses provisórias que o paciente usa durante o período de cicatrização. “Podemos também imprimir protótipos dos nossos trabalhos em próteses fixas, testá-los no paciente e fazer os ajustes necessários para que, posteriormente, se produza a estrutura final com maior exatidão.”

Ricardo Martins Almeida

 

Contudo, é importante referir que nem todos os materiais impressos são para uso na cavidade oral. “A não esquecer que se tratam de polímeros e que sofrem alterações dimensionais durante o processamento, o que se pode traduzir em alguns desajustes que também estão relacionados com o tipo de impressora e velocidade de produção programada”, acrescenta Ricardo Martins Almeida.

Por estes motivos, o médico dentista considera que o uso de impressoras 3D em medicina dentária deve ser feito “de forma prudente e com algumas limitações”, num contexto de constante evolução. “Todos os dias surgem equipamentos melhorados e cada vez mais precisos. É um facto inegável que a progressão industrial é mais rápida do que a evidência científica. Ainda assim, considero que não devemos descartar completamente os procedimentos convencionais”, admite.

Suportando-se de alguns estudos, mas também da sua experiência clínica, o profissional considera que “o ajuste conseguido na produção de dispositivos com workflow totalmente digital por via do scanner intraoral é ligeiramente superior ao das impressões convencionais quando é usado um scanner de referência. Por outro lado, a precisão dimensional de um modelo de gesso é superior à de um modelo 3D impresso, pois os materiais sofrem contrações de polimerização e, dentro destes, os diferentes tipos de impressoras e tempos de produção também introduzem diferenças dimensionais”, salienta.

Que investimentos são necessários?

Além do custo das impressoras, muito variáveis, também é necessário investir em formação. De nada valerá ter uma tecnologia muito evoluída se os médicos dentistas não souberem como utilizá-la e como podem tirar benefícios da inovação. “Neste momento, é possível fazer a transição com um investimento baixo, na ordem das centenas de euros, mas, como em tudo, há um caminho a percorrer. A formação na área começa apenas agora a aparecer e implica uma mudança no paradigma das mind skills necessárias”, defende André Simões, acrescentando que um médico dentista que queira praticar uma medicina moderna e inovadora tem de reunir uma série de atributos que não eram necessários há poucos anos.

João Falcão da Fonseca considera que o investimento necessário depende das necessidades e do foco do utilizador. “Há impressoras 3D para todos os bolsos e algumas de baixo custo até produzem resultados que impressionam.” No que respeita aos conhecimentos, assinala que ainda não existe muita oferta formativa nesta área e que a mesma está de certa forma “fragmentada e pouco organizada”. “Existe alguma confusão quanto ao que esta tecnologia oferece e sobre como alimentar expectativas realistas quanto ao papel da tecnologia e do utilizador no meio de tudo isto. Existe algum conflito entre aquilo que a indústria pretende fazer passar, que é uma ideia de que tudo funciona à distância de um clique, e a realidade, bastante mais exigente para os novos aderentes a estes dispositivos.”

André Simões

Quer João Falcão da Fonseca, quer André Simões, são formadores nesta área e o projeto mais forte que desenvolvem é o Digital4all, que tem permitido desenvolver vários cursos e palestras sobre medicina dentária digital, planeamento 3D e impressão em 3D. “O meu foco é mais na vertente criativa do processo de descoberta de novos fluxos e soluções para resolver problemas com os quais nos deparamos no dia a dia clínico.” Neste projeto, são aprofundados os conhecimentos para desenvolver as capacidades necessárias à utilização do software e hardware associados à impressão 3D. “Estamos já a programar a terceira edição e, ao mesmo tempo, a desenvolver um protocolo de cirurgia guiada com softwares open source e baixo custo de produção”, acrescenta André Simões, que tem palestrado nos últimos anos sobre o tema e, mais recentemente, no Congresso da Ordem dos Médicos Dentistas, tendo já vários eventos agendados ligados à formação 3D e ao digital.

Ricardo Martins Almeida também considera que é importante ter algum bom senso no momento de investir. Sem referir marcas ou fornecedores, impressoras 3D que há cerca de três anos tinham “um custo de aproximadamente 25 mil euros, são hoje superadas por outras que se encontram no mercado a cerca de 15 mil euros. Ainda assim, é possível encontrar outros modelos que têm um preço aproximado de oito mil euros e são bastante competentes para a atualidade”. Considerando que existe “muita compra compulsiva com o objetivo de não perder o comboio da inovação e digitalização”, bem como muita vontade por parte da indústria de vender esta tecnologia, o profissional alerta para a necessidade de os utilizadores estarem bem informados e à vontade para fazer uso de todas as suas potencialidades. “Penso que a fase da digitalização é um grande desafio e que, acima de tudo, devemos estar bem informados para fazer as escolhas mais assertivas. Na hora de investir, não é apenas o custo da impressora que importa, mas também as vantagens e desvantagens, o custo do material, a precisão, se funciona em sistema aberto ou fechado, entre outros aspetos.”

Luís Macieira: “Uma vez terminada a fase de implementação das novas tecnologias voltará a ser importante apenas e só o resultado”

Luís Macieira

A questão do custo é assinalada também por Luís Macieira, diretor técnico do laboratório DentalRéplica, salientando que algumas fases importantes de planeamento dos tratamentos eram muitas vezes evitadas por serem onerosas. “A possibilidade de prototipar in house passou a permitir fazê-lo de forma rápida e eficaz”, afirma.

Apesar de considerar que ainda existe muito espaço de evolução no que diz respeito aos materiais com zonas de ótima performance e, outras, menos boas, caberá aos profissionais “identificar em que opções usar a tecnologia” através da avaliação de resultados de cada uma.

“Desde os modelos, à reprodução de situações pré-cirúrgicas e, desde logo, ao fabrico de dispositivos que servem de guia para a cirurgia ou produção de próteses, a impressão 3D acaba por ser o caminho mais curto e eficiente”, defende Luís Maceira. “Para os laboratórios e com a proliferação de scanners intraorais, é quase obrigatório possuir impressora 3D.”

Na Malo Clinic, existem atualmente duas impressoras 3D e está a ser equacionada a aquisição de mais equipamentos. “O investimento resulta da avaliação de quais as situações em que se torna eficaz o uso do 3D, pesando sempre o custo / benefício por comparação com os métodos tradicionais. Por outro lado, o contacto com a tecnologia também nos faz evoluir”, sublinha Ricardo Martins Almeida.

João Pedro Fernandes

A formação é escassa e insuficiente, na opinião de João Pedro Fernandes. “Muitas vezes, é dada por fornecedores e marcas com o objetivo de venda. Simplifica-se demais aquilo que deveria ser aprofundado”, critica. Trabalhar de forma digital é dispendioso e requer novas aprendizagens para os técnicos e de protocolos, o que nem sempre acontece, assinala. “Atualmente, o mundo digital é vendido pelas marcas e fornecedores como uma forma fácil e barata de trabalhar, o que não é correto. Mas temos também o revés da medalha. A curva de aprendizagem é lenta e requer muitos conhecimentos técnicos além da parte digital. Esquecemo-nos de que a formação base de morfologia e oclusão são essenciais para o desenvolvimento de um bom trabalho”, assinala o técnico de prótese dentária.

O que esperar no futuro?

A evolução promete novas possibilidades. “Estamos apenas no início de uma tecnologia que permitirá muito mais desenvolvimentos, quer de tecnologias de impressão (melhorando o tempo de impressão), quer de desenvolvimento de materiais para impressão”, acredita João Pedro Fernandes. Para diagnóstico, prototipagem e preparação cirúrgica (cirurgia guiada), o técnico opta pelas impressoras 3D, mas para produção de dispositivos em laboratório, privilegia a fresagem CNC, quer pelos materiais, quer pelos tempos de produção e precisão.

Tendo em consideração a enorme evolução a que assistiu nos últimos anos, Fernandes estima que, daqui a quatro anos, estaremos “num patamar completamente diferente de evolução, quer de qualidade de impressão, quer de materiais, tal como aconteceu com as fresadoras”.

Uma coisa é certa: o mercado é cada vez mais global, o que permite o acesso aos melhores produtos. “O mundo digital nesta área é realmente fascinante. Qualquer congresso aborda a temática de uma forma intensa, fazendo-nos olhar para as profissões de saúde oral noutra perspetiva, num caminho de evolução e de melhoria constante”, defende. No entanto, sublinha: “É preciso ter os pés bem assentes na terra, por forma a optar pelas melhores técnicas e materiais no desenvolvimento do nosso trabalho.”

O médico dentista João Falcão da Fonseca gostaria de assistir no futuro ao aparecimento de “materiais de carácter definito para qualquer tipo de prótese dentária e dentoalveolar com uma estética comparável a um dente e gengiva naturais”. Já André Simões elege “os materiais cerâmicos ou híbridos com resistência e biocompatibilidade para uso oral”.

Ricardo Martins Almeida gostaria de ter acesso “a impressoras mais precisas, com materiais estáveis, com precisão inferior a 15 mícrones e com tabuleiros de dimensões que permitissem a produção de maior número de elementos”. Confessa que a impressão de metais já é uma realidade em Portugal, mas é “muito dispendiosa” e considera que faria a diferença como forma “de eliminar grande parte do desperdício que se obtém com as técnicas de fresagem subtrativas”.

Um mercado em constante dinamismo

A nova impressora 3D Raydent Studio RAM600, distribuída em exclusivo na Península Ibérica pela Ravagnani Dental, posicionou-se no mercado para facilitar o acesso a esta tecnologia a mais clínicas e médicos dentistas. “A inovação apresenta uma redução de preço, mantendo os elevados níveis de qualidade e o software fornecido”, explica Luís Correia, responsável desta empresa. A marca Ray tem ainda inovado, ao criar resinas laváveis apenas com água. “Serão lançadas, muito em breve, resinas para trabalhos definitivos”, destaca.

Enquanto empresa distribuidora de soluções para profissionais, “a Dental Wave procura estar na vanguarda da inovação e tem vindo a apostar e a investir em soluções na área da impressão em 3D”, explica o CEO, Júlio Amorim. Uma das mais recentes apostas, distribuída em exclusivo pela Dental Wave, é a Nextdent 5100. “Temos vindo a convidar profissionais de medicina dentária a conhecer e a testar as potencialidades desta impressora. Convidámos ainda especialistas internacionais e nacionais – utilizadores desta tecnologia – para partilhar a sua experiência.”

A Henry Schein acompanha as novidades tecnológicas dos seus parceiros fabricantes em todo o mundo. “No mercado ibérico, a grande novidade de 2019 nesta área foi o lançamento das novas impressoras Formlabs 3 e Formlabs 3L. Melhor desempenho, maior capacidade produtiva e novos materiais para soluções aplicadas à medicina dentária são o foco principal deste fabricante. Talvez o ponto mais relevante nesta matéria tenha sido a separação entre o que são materiais clinicamente certificados para uso em pacientes e materiais de impressão para modelação ou outras utilidades”, salienta Juan M. Molina, diretor-geral da Henry Schein para Espanha e Portugal. A empresa marcará presença na Expodental 2020, de 12 a 14 de março, em Madrid, e o responsável conta ver novidades dado o grande dinamismo concorrencial do setor.

De acordo com um estudo desenvolvido pela empresa SmarTech Publishing, prevê-se que, nos próximos dez anos, as tecnologias 3D baseadas em metal e resina sejam o método de produção principal para todas as restaurações dentárias. “Até ao ano de 2027, o mercado de impressão em 3D na medicina dentária deverá valer cerca de 9,5 mil milhões de dólares”, prevê o mesmo estudo.

*Artigo publicado originalmente na edição de março-abril da revista SAÚDE ORAL.

Do lado dos pacientes

Os clientes valorizam a qualidade do tratamento e percebem que a tecnologia tem permitido avanços incomparáveis na prática clínica. “Os CBCT, scanners faciais e scanners intraorais fazem parte do dia a dia de muitos dos procedimentos clínicos da medicina dentária moderna e os pacientes ganham com isso, tanto em tempo, como em qualidade de tratamento. Por isso, a aceitação é total”, explica André Simões.

O feedback mais frequente que o médico dentista João Falcão da Fonseca recebe é que o tratamento é mais seguro e previsível. “Isso traduz-se em maior satisfação e confiança, algo que é fundamental nesta profissão. O sufrágio do tempo irá escrutinar o lugar definitivo da impressão 3D na equipa de saúde oral”, adianta.

Também os pacientes da Malo Clinic apreciam geralmente tratamentos que recorram à evolução tecnológica. “A era digital na medicina dentária é uma potente ferramenta de marketing. Resta-nos saber dominar com prudência este tipo de tecnologia e saber integrá-la com os procedimentos convencionais, tirando o melhor partido de ambas as realidades para podermos ser mais eficientes e ir de encontro às necessidades”, defende Ricardo Martins Almeida.

Já no que respeita ao acesso às impressoras 3D mais evoluídas, o diretor clínico considera que Portugal tem os representantes dos maiores players neste setor, mas “estão a surgir regularmente novas marcas com equipamentos interessantes e que, em breve, certamente estarão disponíveis no nosso País”.

 

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