Saúde Oral

Número de prestadores de saúde dos setores privado, cooperativo e social menor no pós-confinamento

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O número de prestadores de saúde dos setores privado, cooperativo e social caiu 7% em março, em comparação com o mês de fevereiro. A conclusão é de um estudo realizado pela Entidade Reguladora da Saúde (ERS), mencionado pelo Expresso, que indica que as clínicas dentárias, unidades de fisioterapia e termas são alguns dos exemplos de prestadores de saúde que encerraram durante o estado de emergência.

De acordo com o estudo, que analisou o impacto da pandemia no sistema de saúde entre março e junho de 2020, verificou-se “uma redução da rede de estabelecimentos de natureza privada, cooperativa e social em funcionamento durante o estado de emergência, em diversas tipologias de cuidados de saúde”.

No caso da medicina dentária, as clínicas apenas poderiam assistir os pacientes em situações de urgência, tendo sido, inclusivamente, decretado o seu encerramento através de um despacho do Governo.

“Em maio e junho, verificou-se uma recuperação do número de estabelecimentos registados em grande parte das tipologias de serviços, tendo mesmo, em algumas delas, esse número aumentado em termos líquidos – ainda que de forma pouco expressiva – entre 29 de fevereiro e 30 de junho”, refere o estudo.

No caso dos cuidados continuados, verificou-se um aumento de dois novos estabelecimentos, passando de 170 para 172, além de uma nova unidade de cuidados continuados com internamento, num total de 241.

Contudo, apesar de se ter registado “uma forte recuperação em maio e junho, o número de unidades de medicina dentária e de unidades sem internamento não voltou ainda ao nível que se registava antes da pandemia”.

A ERS destaca ainda um aumento “muito relevante do número de unidades de telemedicina, facto que poderá ser interpretado como resultante da adaptação ao novo contexto por parte de algumas entidades que exploram estabelecimentos prestadores de cuidados de saúde, e que encontraram na telemedicina uma forma de assegurar a continuidade de prestação de cuidados aos utentes”.