Saúde Oral

Investigadores pretendem desenvolver sensor de smartphone para detetar dor de dentes

Investigadores pretendem desenvolver sensor de smartphone para detetar dor de dentes

Uma equipa de cientistas da Divisão de Endodontologia e do Departamento de Engenharia Biomédica da Escola de Medicina Dentária da Universidade de Connecticut (UConn), EUA, está a estudar uma nova forma de quantificar a dor dentária e de desenvolver um sensor de smartphone que permita detetar a dor dentária.

I-Ping Chen, professora associada de saúde oral e ciências de diagnóstico, e Ki Chon, professor de engenharia biomédica, encontram-se a colaborar na proposta, que recebeu uma bolsa de financiamento do Instituto Nacional de Investigação Dentária e Craniofacial, nos Estados Unidos.

Chen trata pacientes que necessitam de tratamento de canais radiculares, contudo, depende da opinião subjetiva dos pacientes para avaliar o nível de dor.

“Confiar na resposta do paciente, que é mais subjetiva, pode ser problemático, especialmente quando os pacientes não conseguem comunicar com os seus cuidadores – como crianças, pacientes deficientes e pacientes com barreiras linguísticas”, explicou Chen, citada pelo Dental Tribune International.

Chen soube que Ki Chon estava a utilizar um dispositivo no seu laboratório que deteta a atividade do sistema nervoso simpático, ou seja, a forma como o corpo regista a dor. O dispositivo é utilizado para detetar a condutividade da pele, que tem o potencial de refletir os efeitos das alterações do nível de dor num paciente.

A utilização desta medida quantitativa para o diagnóstico e deteção da dor dentária é um conceito novo.

O dispositivo já existe e está disponível comercialmente, mas tem o tamanho de um portátil. O principal objetivo dos investigadores é minimizar o seu tamanho.

Com a bolsa, Chon trabalhará num pequeno sensor e numa aplicação smartphone-based que funciona com o dispositivo eletrotérmico. Entretanto, trabalhará em conjunto com Chen para testar o dispositivo em pacientes, recolher dados e determinar se o sensor é um dispositivo eficaz e fiável.

O projeto terá lugar ao longo dos próximos dois anos e, se tudo correr bem, os investigadores esperam que este dispositivo possa ser utilizado para obter uma medição mais precisa e quantitativa da dor dos pacientes e ser capaz de prestar os cuidados necessários.

“Penso que o objetivo a longo prazo é que os pacientes possam utilizar o seu smartphone, e apenas descarregariam a aplicação e mediriam a dor a partir de casa. Enviariam o resultado de volta ao seu dentista e o seu dentista atribuiria o analgésico adequado”, concluiu Chon.