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Inteligência artificial pode ajudar a prever perda dentária 

Um estudo, publicado no jornal científico Plos One, revelou que a inteligência artificial (IA), através de dados médicos e socioeconómicos, pode ajudar a prever o edentulismo [1], a perda de dentes e a falta de dentição funcional, avança a Gaceta Dental [2].

“A nossa análise mostrou que, embora todos os modelos de aprendizagem automática possam ser úteis na previsão do risco, aqueles que incorporam variáveis socioeconómicas podem ser ferramentas de rastreio especialmente poderosas para identificar pessoas com maior risco de perda de dentes”, diz o principal autor do estudo, Hawazin Elani.

O estudo utilizou dados de cerca de 12.000 adultos que participaram no Inquérito Nacional de Saúde e Nutrição (NHANES) dos EUA. As previsões foram alcançadas sem a utilização de informação específica dos dentes, tendo sido desenvolvidos cinco modelos de inteligência artificial projetados para prever a perda dentária.

Os autores relataram os seus resultados utilizando as percentagens da Area Under the Curve (AUC). A AUC é uma métrica para avaliar o desempenho dos algoritmos: quanto mais perto a AUC chegar a 100%, melhor será o algoritmo na previsão.

Todos os modelos tiveram um bom desempenho na análise, com um AUC superior a 80% para identificar diferentes tipos de perda de dentes:

Os fatores socioeconómicos foram mais decisivos no edentulismo, na falta de dentição funcional e na ausência de dentes do que as condições médicas. Doenças como artrite, diabetes, colesterol alto, hipertensão e doenças cardíacas também previram a perda de dentes, mas não foram tão decisivas.

Pode consultar o estudo, aqui [3].