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Médicos Dentistas

A importância da medicina dentária forense

A importância da medicina dentária forense

A medicina dentária forense é importante para investigações judiciais, assim como para a identificação de cadáveres em grandes catástrofes. O portal Gaceta Dental explorou a temática para perceber os desafios e importância desta área da medicina dentária.

Atualmente existem três técnicas científicas para identificar cadáveres que são reconhecidos pela Interpol: impressão digital, estudo de ADN e medicina dentária forense.

 

A médica forense no Instituto de Medicina Legal de Cataluña, Anna Hospital Ribas, explica que “por exemplo, em casos de crianças adotadas, ou irmãos em que não se consegue distinguir qual é qual, o ADN não é suficiente. Aqui a medicina dentária forense ajuda-nos a resolver este tipo de casos. Além disso, é um método rápido, barato e eficaz. Na prática, 90% das pessoas foram ao médico dentista em algum momento da sua vida, por isso a comparação é rápida”.

Já o diretor da Escuela de Medicina Legal y Forense de la UCM, Bernardo Perea Pérez, explica que “as técnicas clássicas de medicina dentária forense (o odontograma, o número de ausências dentárias, saber que próteses ou implantes a vítima tinha) têm uma grande vantagem sobre as técnicas genéticas: a velocidade”.

 

“Um registo dentário pode ser feito em muito pouco tempo e comparado imediatamente com o registo dentário que pode ser enviado para si pelo médico dentista que tratou a vítima e assim estabelecer uma identificação positiva dos restos mortais. As técnicas genéticas são muito mais precisas e são frequentemente usadas para garantir essa identidade que foi previamente estabelecida por métodos de medicina dentária forense”, nota ainda.

Anna Hospital Ribas explica a atratividade da área. “O facto de poder contribuir com o conhecimento dentário para a resolução de casos torna esta especialidade realmente interessante. Mas também é verdade que as situações são vividas muito até ao limite porque os médicos forenses estão em contacto com os familiares das pessoas falecidas, mas também com pessoas vivas que sofreram, por exemplo, uma agressão sexual, ou pessoas que estão na prisão e que têm de fazer um relatório psiquiátrico porque alegadamente acabaram de matar outra pessoa… São situações que nos fazem refletir sobre a vida, a liberdade”, nota.

 

 

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