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OMD

“Há o risco de perder os ganhos de saúde oral alcançados nos últimos anos”

Miguel Pavão 16/9

O bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas (OMD), Miguel Pavão, frisou que “a medicina dentária e a saúde oral são, desde sempre, um dos elos frágeis da saúde e da medicina”. Num encontro organizado pela Convenção Nacional de Saúde (CNS), o responsável referiu ainda que está por apurar o impacto direto da pandemia na medicina dentária.

Na conferência digital “71 minutos pela Saúde”, que decorreu na passada quarta-feira (18 de novembro), Miguel Pavão adiantou que no caso do cheque-dentista verificou-se uma “quebra de 40% na sua utilização”, no entanto, “é expectável que seja muito maior”, garantiu.

Em termos de políticas de saúde, o bastonário da OMD alertou para o facto de existir o risco de se perderem os ganhos alcançados nos últimos anos em matéria de saúde oral, caso não sejam tomadas medidas. O responsável lembrou que o setor “sempre foi o parente pobre com falta de investimento por parte de políticas públicas de saúde” e mostrou-se preocupado com o facto de “o pouco investimento que tinha sido conseguido até agora seja colocado em causa”.

Defensor de que a “informação é a única vacina que temos”, considerou que “falta uma estratégia conjunta” de resposta à pandemia. Miguel Pavão falou da necessidade de criar uma “task-force, credível, com vários agentes, incluindo do privado, ordens profissionais, investigadores”, entre outros. Uma task-force que, sugeriu, “é essencial para delinear um plano de recuperação a médio-longo prazo”.

Assista agora à conferência:

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