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Saúde Oral

FMUC e Município de Ferreira do Zêzere promovem saúde oral de grávidas crianças e jovens

40% das crianças entre os 3 e os 6 anos usam demasiada pasta de dentes

A Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra e o Município de Ferreira do Zêzere assinaram um protocolo de cooperação que visa a implementação de um Programa Municipal de Promoção da Saúde Oral de grávidas, crianças e jovens no município.

Destinado a grávidas e à população pré-escolar e do 1º ciclo do concelho de Ferreira do Zêzere, o programa inclui ações de literacia para a saúde com distribuição de materiais de divulgação e promoção oral, identificação de problemas de saúde oral e a possibilidade de encaminhamento de grávidas, crianças e jovens para as consultas realizadas no âmbito das aulas de prática clínica do Mestrado Integrado de Medicina Dentária da FMUC.

 

No comunicado enviado à SAÚDE ORAL, a FMUC informa que os dados do 3º estudo nacional de prevalência de doenças orais revelam que “45% das crianças portuguesas têm cárie dentária”, uma realidade que para Ana Luísa Costa, professora de Medicina Dentária da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (FMUC) não deve ser negligenciada: “É fundamental promover uma maior intervenção junto da comunidade escolar, sobretudo no ensino pré-escolar e no 1º ciclo do ensino básico”.

No que toca à saúde oral na gravidez, a especialista em odontopediatria considera que a vigilância e prevenção de problemas orais nesta fase é fundamental para garantir um bom desenvolvimento da gestação e do parto, uma vez que as patologias orais e as patologias sistémicas estão estritamente relacionadas e interrelacionam-se mutuamente”. Segundo a especialista “a intervenção junto das grávidas, no contexto dos cuidados de saúde primários, é uma das formas mais eficazes de prevenir, diagnosticar e tratar problemas de saúde oral durante a gestação e prevenir potenciais complicações passiveis de ocorrer no bebé”.

 

Este é um protocolo que pressupõe, ainda, a implementação de políticas de intervenção sanitária, as quais devem ser baseadas numa estratégia concertada de literacia e promoção do conhecimento, tendo sempre em vista a intervenção humana especializada e dedicada, bem como a distribuição de materiais e instrumentos que permitam implementar boas práticas de forma continuada e ciclicamente reforçadas.

Para Carlos Robalo Cordeiro, diretor da FMUC, “as patologias orais, altamente prevalentes em crianças e adultos, possuem enorme influência ambiental e comportamental e são, genericamente, preveníveis desde idade precoce. Neste sentido, esta iniciativa acaba por refletir aquilo que é a nossa missão enquanto instituição ligada à formação e promoção da prevenção de doenças, a qual passa por uma clara aposta na literacia em saúde através de uma estreita relação com a sociedade civil”.

 
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