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Investigação

Estudo sugere ligação entre dietas ricas em plantas e menor risco de periodontite

Um estudo revelou que as pessoas que não seguem corretamente a dieta DASH ou a mediterrânica, muitas vezes têm uma higiene oral inadequada.

Um estudo publicado na Nutrients revelou que as pessoas que não seguem corretamente a dieta Dietary Approaches to Stop Hypertension (DASH) ou a dieta mediterrânica, muitas vezes têm uma higiene oral inadequada, apresentando mais placa bactéria e uma maior hemorragia se comparadas com as que seguiram estes planos alimentares de perto, noticia a Gaceta Dental.

A dieta DASH pode ser traduzida como Abordagens Dietéticas para Parar a Hipertensão. É uma dieta com baixo teor de sal e na qual muitas frutas, legumes, cereais integrais, lacticínios com baixo teor de gordura e proteínas magras são privilegiados.

 

“Levar a cabo uma dieta DASH ou uma dieta mediterrânica tem sido significativamente associado a uma menor probabilidade de desenvolver periodontite”, escreveu o grupo de investigação da University Medical Center Hamburg-Eppendorf (Alemanha).

Ambas as dietas visam reduzir a inflamação, que é a principal característica da periodontite. Estudos têm demonstrado que tanto a redução do stresse oxidativo como o aumento da ingestão antioxidante têm efeitos positivos na inflamação gengival e periodontal porque modulam as respostas imunes do paciente, segundo os autores.

 

Para explorar a relação, foi realizado um estudo prospetivo que analisou dados de 6 209 pessoas, retirados do Estudo de Saúde da cidade de Hamburgo.

Resultados em detalhe

Aproximadamente 21% das pessoas com pouca adesão à dieta DASH foram mais afetadas pela periodontite severa, enquanto cerca de 13% das pessoas que seguiram rigorosamente o plano alimentar desenvolveram-na.

 

Já cerca de 20% dos que seguiram a dieta mediterrânica sofreram de uma doença mais grave das gengivas em comparação com cerca de 19% que seguiram a dieta mediterrânica de forma mais rigorosa, determinou a investigação.

Em ambas as dietas, os pacientes que não seguiram rigorosamente os planos alimentares tinham uma hemorragia mais elevada nos índices de teste e placa. Os doentes com menor adesão à dieta DASH tinham taxas de hemorragia de 8,70 em comparação com 7,1 para aqueles com adesão rigorosa. Os índices de placa foram de 10,71 naqueles que não seguiram corretamente a dieta e 6,25 nos que o fizeram.

 

Da mesma forma, os doentes com baixa adesão à dieta mediterrânica apresentaram taxas de hemorragia de 9,99 contra 8,93 nas pessoas com adesão rigorosa. Os índices de placa foram de 10,42 naqueles que não aderiram estritamente à dieta em comparação com 3,57 naqueles que o fizeram, escreveram os autores do estudo.

As limitações do estudo incluíam que os participantes do estudo eram caucasianos e de meia-idade. Por conseguinte, as conclusões não podem ser generalizadas aos mais jovens ou a outras etnias, refere a investigação.

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