Quantcast
Investigação

Estudo: Peróxido de hidrogénio pode mitigar risco de covid-19 nas clínicas dentárias

A adição de uma pequena quantidade de peróxido de hidrogénio na água de destartarizadores utilizados para limpar os dentes pode ajudar a mitigar o risco de transmissão de doenças respiratórias, incluindo a covid-19, em ambientes de clínicas dentárias. A conclusão é de um estudo da Universidade de Illinois Chicago.

De acordo com a universidade, alguns médicos dentistas já sabiam que adicionar 1% de peróxido de hidrogénio ou 0,2% de polivinilpirrolidona oferecia o benefício potencial de antissépticos leves, levando à ideia de que adicionar o composto de peróxido ao fornecimento de água dos instrumentos dentários poderia mitigar a propagação do vírus através de partículas ejetadas durante os procedimentos dentários. Para este estudo, a faculdade de engenharia testou como o spray produzido por um destartarizador ultrassónico comum é alterado adicionando peróxido de hidrogénio ao fornecimento de água do dispositivo.

 

Os investigadores mediram os tamanhos e velocidades das gotas emitidas, tendo comparado o uso de água pura e diferentes concentrações de peróxido de hidrogénio na linha de abastecimento de água da ferramenta.

Os resultados mostraram que a adição do peróxido de hidrogénio oxidante “afeta o tamanho da gota e as velocidades de ejeção de forma a oferecer orientações baseadas em dados para mitigar o risco de propagação da doença transmitida pelo ar”, escreveram os autores.

Outras conclusões
 

De acordo com os investigadores, a adição do peróxido de hidrogénio à corrente de água da ferramenta deve reduzir o risco de infeção porque o número de pequenas gotículas da boca do paciente é reduzido ou eliminado. Também reduz o risco de infeção porque o peróxido de hidrogénio é um meio mais hostil para os agentes patogénicos.

A equipa nota que não testou gotas que estavam contaminadas com o vírus, embora considera que a hipótese de qualquer vírus na boca de um paciente sobreviver é reduzida com essa solução.

 

O estudo concluiu ainda que seriam necessárias mais investigações para encontrar a carga patogénica real das gotículas (que depende das interações do fluido ejetado com os tecidos e os dentes), das propriedades líquidas correspondentes, e o papel que o movimento do dispositivo dentário em torno da boca tem na dispersão da gota no ar.

A investigação, intitulada , “Effect of H₂O₂Antiseptic on Dispersal of Cavitation-Induced Microdroplets,” foi publicada no Journal of Dental Research.

 
Este site oferece conteúdo especializado. É profissional de saúde oral?