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Investigação

Estudo: Mudanças na oclusão podem afetar controlo dos movimentos

Estudo: Mudanças na oclusão podem afetar controlo dos movimentos

Um estudo recentemente publicado no Saudi Dental Journal identificou uma relação entre a oclusão e a atividade cerebral. A revisão de 12 estudos indica que as mudanças na oclusão podem afetar a parte do cérebro que controla os movimentos.

“Especula-se que a oclusão possa desempenhar um papel importante no desenvolvimento de doenças, desde a ansiedade e stresse à doença de alzheimer e à demência senil”, escreveram os autores do estudo, citados pelo portal Drbiscupid.

 

Os investigadores explicam que, por exemplo, a mastigação e a função cerebral estão ligadas através de mecanorreceptores no ligamento periodontal. Ao nível orofacial, estes recetores transmitem informação para o controlo das funções motoras e sobre a textura dos alimentos.

“Alterações na estimulação dos mecanorreceptores resultam numa redução das forças de mastigação e na falta de controlo dos movimentos mandibulares”, explicam os autores do estudo.

 

A mastigação está ligada à melhoria da capacidade cognitiva a benefícios para a memória. No entanto, estudos anteriores demonstraram que “a redução da mastigação causada pela desarmonia oclusal, perda de dentes, dentaduras inadequadas ou diminuição da força da mordida pode prejudicar a cognição e manipular ativamente a informação retida, constituindo assim um fator de risco para a demência”, escreveram os autores.

 

A mastigação deficitária é considerada um fator de risco para a doença de Alzheimer, demência senil e distúrbios de stresse. As duas últimas condições estão associadas a deficiências de memória e aprendizagem, notaram os autores.

Estudos anteriores também mostraram que as mudanças morfológicas no hipocampo e na proliferação celular no giro dentado ocorrem após a perda de molares. Estas alterações no hipocampo são semelhantes às observadas nas mudanças relacionadas com a idade.

 

Além disso, os movimentos durante a oclusão mostram alterações no controlo cerebral após a terapias com talas. O treino cerebral induzido por goteiras pode ser uma das principais razões para isso, segundo os investigadores.

“Os estímulos tácteis orais provavelmente mudariam na presença de uma goteira, que é um objeto estranho dentro da boca”, escreveram os autores do estudo.

Para os autores, uma das principais conclusões da sua pesquisa é que os médicos dentistas devem considerar como mudar a oclusão pode afetar as áreas do cérebro que são responsáveis pela memória, aprendizagem, dor e ansiedade.

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