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Investigação

Estudo: Boa saúde oral pode reduzir risco de bebé prematuro

O tratamento de gengivite em mulheres grávidas pode ajudar a diminuir o risco de um nascimento prematuro, concluiu um estudo australiano. Os investigadores – afiliados com a Universidade de Sidney – informam que os dados epidemiológicos notam que mais de 15% dos bebés a nível mundial nascem com pouco peso e que quase 11% são prematuros, noticia o Dental Tribune International.

“Devido às alterações hormonais durante a gravidez, as mulheres grávidas são suscetíveis à gengivite, com uma prevalência de 60% a 75%”, disse o presidente da Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Sydney e coautor do estudo, Jörg Eberhard, em comunicado de imprensa.

 

“A infeção oral pode ter efeitos sistémicos no corpo. A gengivite liberta marcadores inflamatórios e bactérias na corrente sanguínea sistémica, que pode chegar à placenta e induzir maus resultados da gravidez, tais como o parto prematuro”, acrescentou.

Os investigadores realizaram uma revisão sistemática e uma meta-análise de três ensaios clínicos aleatórios com 1 031 participantes no total. A sua análise dos dados concluiu que, não tratada, qualquer nível de inflamação na cavidade oral teve um efeito prejudicial nos resultados da gravidez. Inversamente, se a gengivite de uma mãe grávida fosse tratada, o risco de o seu bebé nascer prematuramente era reduzido em cerca de 44%. O tratamento foi também associado a um peso de nascimento aumentado em uma média de 100 gramas.

 

O estudo, intitulado “Does treatment of gingivitis during pregnancy improve pregnancy outcomes? A systematic review and meta-analysis”, foi publicado no Journal of Oral Health and Preventive Dentistry.

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