Investigação

Estudo: bebidas açucaradas podem aumentar risco de doenças cardiovasculares nas mulheres

Estudo: bebidas açucaradas podem aumentar risco de doenças cardiovasculares nas mulheres

“A ingestão de uma ou mais bebidas açucaradas por dia pode aumentar o risco de doenças cardiovasculares nas mulheres em cerca de 20%”, sugere um estudo realizado pela American Heart Association.

A pesquisa começou em 1995 e analisou mais de 106 mil mulheres com uma idade média de 52 anos, que não tinham sido diagnosticadas com AVC, doenças cardíacas ou diabetes quando se inscreveram no estudo.

De acordo com o relatório, as mulheres que consomem qualquer tipo de bebida açucarada diariamente têm 21% mais probabilidades de ter um AVC quando comparadas com as mulheres que raramente ou nunca consomem bebidas açucaradas.

O estudo classificou como bebidas açucaradas as águas engarrafadas açucaradas, refrigerantes calóricos e bebidas de fruta com adição de açúcar, deixando de fora os sumos 100% de fruta.

O relatório revelou que o tipo de bebida que é consumida também altera as probabilidades: por exemplo, beber uma ou mais bebidas de fruta com adição de açúcar por dia implicava um aumento de 42% na probabilidade de doenças cardiovasculares.

Já os refrigerantes estavam associados a um risco mais baixo, de 23%, quando em comparação com aqueles que não bebem regularmente bebidas açucaradas.

Citada pela Dentistry Online, uma das autoras do estudo, Cheryl Anderson, professora na Universidade da Califórnia e presidente do comité de nutrição da Associação Americana do Coração, afirmou que “embora o estudo seja observacional e não prove causa e efeito, colocamos a hipótese de que o açúcar possa aumentar o risco de doenças cardiovasculares de várias formas”.

“[O açúcar] aumenta os níveis de glicose e as concentrações de insulina no sangue. Isto pode aumentar o apetite e conduzir à obesidade, um importante fator de risco de doenças cardiovasculares”, explica.

De acordo com a autora, “demasiado açúcar no sangue está associado a stresse oxidativo e inflamação, resistência à insulina, perfis de colesterol insalubres e diabetes tipo 2”, e estas condições estão “fortemente ligadas ao desenvolvimento da aterosclerose ­- o lento estreitamento das artérias subjacentes à maioria das doenças cardiovasculares”.