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Investigação

Estudo: Associação da exposição ao fumo de tabaco involuntário e o risco de cancro oral

Cancro pancreático: papel das bactérias orais descodificado

O estudo sobre a associação da exposição ao fumo de tabaco involuntário/fumo passivo e o risco de causar cancro oral demonstra pela primeira vez uma relação significativa, forte e consistente entre o fumo passivo e o cancro da boca.

Este estudo foi elaborado por investigadores portugueses do Instituto Universitário de Ciências da Saúde (IUCS/CESPU) e liderado pelo Prof. Doutor Luís Monteiro, em colaboração com investigadores do Reino Unido (Saman Warnakulasuryia, do Centro Colaborativo de Cancro Oral da OMS) e EUA (Kurt Straif, editor dos últimos volumes de classificação de carcinogéneos relacionados com tabaco da IARC/OMS).

De acordo com o site da CESPU, “esta é uma importante informação uma vez que vem explicar muitos dos casos de cancro da boca onde não se detetam os habituais fatores de risco (fumadores, consumo excessivo de bebidas alcoólicas, exposição solar ou infeção por HPV). O estudo mostrou que os indivíduos não fumadores que estiveram expostos a fumo do tabaco (passivo ou ambiental) têm mais 51% de risco de desenvolver um cancro oral que os indivíduos sem essa exposição”.

A CESPU acrescenta ainda que a situação pandémica levou a população a ficar confinada em casa e, por isso mesmo, “é esperado um aumento preocupante da exposição a fumo de tabaco nos indivíduos não fumadores (incluindo crianças). Os dados internacionais sobre a exposição a fumo passivo na última década (antes do período pandémico atual) mostram uma exposição ao fumo do tabaco (passivo ou ambiental) em 33% dos homens não-fumadores, 35% das mulheres não fumadoras e 40% em crianças”.

Portugal continua a ser o país do sul da Europa com mais casos de cancro oral, com aproximadamente 1500 novos casos por ano e 600 mortes provocadas por este tipo de cancro. A consciencialização e informação populacional para a prevenção também da exposição ao fumo do tabaco é assim desejável adicionalmente às medidas já conhecidas de prevenção primária e deteção precoce destes tumores.

O professor Luís Monteiro, responsável pelo estudo, é coordenador pedagógico da Pós-Graduação em Medicina e Patologia Oral – 6ª Edição (Gandra) e da Pós-Graduação em Aplicações de Laser em Medicina Dentária – 4ª Edição.

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