- Saude Oral - https://www.saudeoral.pt -

Estudo analisa as taxas de sucesso e longevidade de endocoroas

As endocoroas podem ser uma opção promissora para a restauração de dentes como abordagem alternativa à restauração de dentes danificados e tratados endodonticamente, mas a sua taxa de sucesso ainda é ligeiramente inferior do que as coroas convencionais.

O investigador Raghad A. al-Dabbagh, do Departamento de Prostodontia Oral e Maxilofacial na Faculdade de Medicina Dentária da Universidade King Abdulaziz, na Arábia Saudita, realizou uma revisão sistemática para avaliar se as endocoroas são uma opção, e em que situação podem ser consideradas, bem como a sua longevidade.

O estudo Survival and success of endocrowns: A systematic review and meta-analysis [1] revê os trabalhos publicados sobre a sobrevivência e as taxas de sucesso das endocoroas e de coroas convencionais.

Os resultados apresentaram uma taxa de sucesso global de cinco anos em 77,7% para as endocoroas e de 94% para as coroas convencionais. A análise não apresentou diferenças estatisticamente significativas nas estimativas de durabilidade global ou de sucesso entre os diferentes tipos de restauração avaliados.

Em entrevista com o Dental Tribune International, o investigador explicou que, apesar de as coroas convencionais terem um melhor desempenho geral do que as endocoroas, as últimas devem ser consideradas quando os pacientes apresentam “dentes muito destruídos, em que prefeririam evitar o alongamento da coroa ou o tratamento ortodôntico, para criar férula, para uma restauração coronal previsível com um poste e núcleo e uma coroa”.

As endocoroas são sensíveis às técnicas porque a retenção é altamente dependente da ligação, e são principalmente indicados em molares com grandes câmaras de polpa.

De acordo com o autor, o tratamento pode ser uma alternativa simples, porque as endocoroas conservam a estrutura dentária, além de serem fáceis de construir e eficientes em termos de tempo.

“Se forem utilizados seletivamente, proporcionam uma alternativa conservadora e rentável às restaurações convencionais com taxas de sobrevivência aceitáveis”, acrescentou al-Dabbagh. No entanto, são necessários mais estudos clínicos, na sua opinião.