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Investigação

Estudo: A inteligência artificial pode melhorar deteção de cáries

A utilização de inteligência artificial (IA) pode melhorar a precisão de diagnóstico dos médicos dentistas, nomeadamente, no caso das cáries. A conclusão é de um estudo controlado e aleatório da Charité—Universitätsmedizin Berlin, relata o Dental Tribune International.

Através do dentalXrai Pro, um programa de software que permite aos médicos dentistas analisarem radiografias com base em IA, 22 médicos dentistas analisaram 20 imagens aleatoriamente escolhidas de um total de 140. Das 20 imagens analisadas por cada médico dentista, dez foram examinadas com a ajuda desta ferramenta de IA, enquanto as outras dez não foram.

 

De acordo com os autores do estudo, a hipótese de os médicos dentistas que utilizam a IA serem significativamente mais precisos do que aqueles que não usam IA – provou ser parcialmente correta.

“A utilização de IA aumentou significativamente a sensibilidade dos médicos dentistas, especialmente nas cáries dentárias, mas não alterou muito a especificidade; em lesões mais avançadas a IA não teve impacto na precisão de todo”.

 

Eles afirmaram que era provável que a IA fosse mais útil em situações em que as mudanças entre imagens eram minúsculas, e que desempenhava um papel menor quando os desenvolvimentos eram significativos e relativamente fáceis de notar.

“Os nossos resultados demonstram que combinar o desempenho do modelo de IA com a experiência humana pode atingir precisões que estão além das da própria IA […] ou os especialistas humanos por si só”, escreveram os autores.

 

No entanto, também foi notado que o uso do software de IA levou a uma maior probabilidade de os profissionais decidirem utilizar a terapia restaurativa invasiva para tratar as cáries. “Neste sentido, usar um suporte de IA para melhorar a sensibilidade pode aumentar o risco de erros do tipo I e de tratamento excessivo”.

Estão a ser planeados novos estudos. O estudo, intitulado “Artificial intelligence for caries detection: Randomized trial”, foi publicado no Journal of Dentistry.

 
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