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Saúde Oral

Consumo de açúcares adicionados diminui, mas continua a exceder recomendação

O INE revelou que as disponibilidades diárias de açúcares adicionados totalizaram 83,7 g/hab/dia, decrescendo 3,2% entre 2016 e 2020.

O relatório Balança Alimentar Portuguesa (BAP) 2016-2020, divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística, revelou que as disponibilidades diárias de açúcares adicionados totalizaram 83,7 g/hab/dia, decrescendo 3,2% entre 2016 e 2020. No entanto, em relação à contribuição dos açúcares numa alimentação saudável, e considerando os adicionados e os naturais (presentes nos alimentos), em 2020, verificou-se um aporte calórico de 178,6 g das disponibilidades alimentares − valor muito acima dos 90 g do valor de referência indicado para uma dieta de 2000 kcal/hab.

A Ordem dos Médicos Dentistas (OMD) nota, num artigo do seu site, que “as repercussões para a saúde são amplamente conhecidas e há muito que a OMD alerta para o facto de hábitos alimentares inadequados, como a ingestão excessiva de açúcar simples ou adicionados, e promovidos pela indústria alimentar, constituírem um dos principais fatores de risco para as cáries dentárias, que é uma das doenças não transmissíveis mais prevalentes a nível mundial”.

 

No início do ano, a Direção-Geral da Saúde lançou um manual sobre alimentação saudável nos cuidados de saúde primários e, mais recentemente, em parceria com o Ministério da Educação, estabeleceu um conjunto de normas direcionadas para as escolas.

As normas preveem que as escolas não podem vender “produtos prejudiciais à saúde”, como pastelaria, salgados, vários tipos de bolachas e biscoitos, refrigerantes, snacks doces e salgados, chocolates, “guloseimas” (designadamente rebuçados, caramelos, pastilhas elásticas com açúcar, chupas ou gomas), entre outros produtos.

 
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