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Clínicas Dentárias

CMO Clinic: Ter uma visão holística da medicina dentária

CMO Clinic

Tratar o doente como um todo, criar uma proximidade permanente com os pacientes e apostar na felicidade através do sorriso são missões do CMO Clinic, localizada no Barreiro. A preservação da estrutura dentária natural e a prevenção da doença constituem o principal objetivo da equipa que, em tempos de pandemia, tem acelerado a mudança e assumido estes dias de “novo normal” como uma oportunidade de melhoria.

Foi a concretização de um sonho do diretor clínico Hélder Nunes Costa e da subdiretora clínica Sofia Magalhães e Menezes, com quem partilha a gerência. O CMO Clinic surgiu em 1996 numa altura em que a medicina dentária e a perceção que os portugueses tinham dos dentistas era bem diferente da atual. “A consulta do ‘dentista’ era geralmente vista como um ato penoso, os consultórios eram lugares pouco acolhedores e nós queríamos mudar esta realidade”, explica Hélder Nunes Costa.

Ambos os médicos dentistas não queriam “ser” apenas mais uma clínica dentária. “Sabíamos que cada paciente era único e queríamos oferecer aos nossos pacientes, uma experiência diferente.” Foi com essa motivação que fundaram o “Centro de Medicina Oral”. O primeiro espaço era um pequeno escritório alugado no primeiro andar de um pequeno edifício onde tinham apenas um gabinete de medicina dentária. E este começo é hoje recordado com memórias bem presentes onde a incerteza tomava lugar. “Tivemos necessidade de alavancar todo o investimento através de um empréstimo bancário que, na altura, foi muito difícil de obter. Havia ainda toda a dúvida associada ao seu pagamento. Mas rapidamente percebemos que tudo iria correr bem. Desde então, o nosso crescimento tem sido, de uma forma muito natural, consistente”, assinala o diretor clínico.

Em 2013, dá-se a mudança para as atuais instalações, as terceiras desde o arranque da clínica, momento que coincidiu com a adoção do nome CMO Clinic que se mantém até hoje. Foi algo particularmente complexo. “Quando, pela segunda vez, sentimos a necessidade de mudar novamente de espaço, porque o anterior se havia tornado demasiado pequeno com implicações constritivas sobre a nossa articulação interna e capacidade de responder às solicitações dos nossos pacientes, decidimos que iríamos mudar para um espaço que, tão cedo, não nos viesse a criar ‘dores de crescimento’, e assim foi.” Atualmente, a clínica ocupa um espaço com 520m2 onde a equipa se preocupa com os materiais, a iluminação adequada, a qualidade do ar, a música e até o som dos passos, de forma a tornar a experiência global de ir ao dentista, agradável e, até, divertida, enquanto se aposta também na criação de um “excecional ambiente de trabalho”.

Investimento contínuo

Esta tem sido também uma preocupação constante: investir em equipamentos e na mais moderna tecnologia. A clínica dispõe de uma sala de radiologia extraoral com ortopantomógrafo e cefalostato digital, um CBCT facial, uma sala de esterilização (com circuito de sujos e limpos, equipada com equipamento de lavagem, desinfeção e esterilização de última geração), um estúdio fotográfico dedicado à captação de imagem DSD e um laboratório integrado de apoio à atividade clínica. Mas também equipamentos clínicos de última geração, como cadeiras dentárias multimédia, RX intraorais digitais em gabinete, endodontia digital, sedação consciente, instrumentação mecânica e obturação 3D, motores cirúrgicos e de implantologia, eletro bisturi, entre outros). Em toda a clínica, é facilitado o acesso à circulação de pessoas com mobilidade reduzida.

“Os médicos dentistas são uma das mais jovens classes profissionais e, por isso mesmo, mais bem preparadas para se adaptarem à mudança” – Hélder Nunes Costa, diretor clínico

Hélder Nunes Costa e Sofia Magalhães e Menezes lideram “uma equipa jovem, dedicada e apaixonada pelo que faz”, composta por onze médicos dentistas, um médico estomatologista e cinco assistentes dentárias que asseguram o funcionamento de todas as subespecialidades da saúde oral. Na área do apoio administrativo, temos três rececionistas, uma gestora de processos e dois elementos responsáveis pela limpeza e manutenção dos diversos espaços.

Este espaço caracteriza-se por uma visão diferenciadora desde a sua génese. “Sabemos hoje que várias doenças que afetam a boca, como por exemplo, a periodontite, influenciam negativamente outros órgãos e sistemas do corpo. O contrário é também verdade. Não é por isso difícil de compreender que os tratamentos dentários e os materiais que neles usamos têm também o potencial de poderem afetar o resto do corpo”, foca o diretor clínico.

Todas as técnicas reabilitadoras são vistas pela equipa como um compromisso em comparação com a dentição natural. “Adicionalmente, temos também consciência de que até a mais avançada técnica, ainda que miraculosa em muitos aspetos, não consegue substituir por completo a função e a aparência da dentição natural”, acrescenta o médico dentista. O principal objetivo do CMO Clinic é a preservação da estrutura dentária natural e a prevenção da doença. “A materialização desta nossa visão passa por investir, o tempo necessário, a conversar e informar os nossos pacientes sobre as implicações de cada uma das opções terapêuticas disponíveis para o seu caso individual.” Só assim é possível perceber o estado geral de saúde dos mesmos e permitir que tomem decisões informadas. “Naturalmente, preocupa-nos a função e a estética dentofaciais, mas vamos muito mais além. Procuramos trazer felicidade aos nossos pacientes, dando-lhes o melhor sorriso possível. Procuramos a saúde, a harmonia, a naturalidade, a função e a beleza dos dentes, mas inseridos num sorriso, lábios e face que são do próprio e, por isso, únicos”, salienta Hélder Nunes Costa. Cada um destes elementos é tratado em separado, mas integrado numa visão holística.

Proximidade com os pacientes

Hélder Nunes Costa e Sofia Magalhães e Menezes congratulam-se por assistir à evolução da saúde oral em Portugal nas últimas duas décadas. “Os portugueses, de uma forma geral, estão atualmente muito mais sensibilizados para a prevenção e conscientes do impacto discriminativo (positivo) que um sorriso bonito e saudável proporciona. Na nossa perceção, o medo da dor não é o principal fator limitativo na procura dos cuidados de saúde oral”, salienta o diretor clínico, enaltecendo que a maior barreira para aceder a cuidados de saúde oral é a económica. “Infelizmente, não nos parece que esta realidade venha a modificar-se nos próximos anos”, refere.

O CMO Clinic recebe clientes desde sempre e os cuidados vão passando de pais para filhos e netos. Um paciente que recorra a esta clínica passa por três fases distintas: na primeira fase, de diagnóstico, há um investimento na comunicação e é estabelecido um plano de tratamento individualizado que é colocado em prática numa segunda fase e “no mais curto espaço possível com o objetivo de devolver a saúde oral e a confiança no sorriso”, explica o diretor clínico. Na terceira fase, o grande objetivo passa por manter o sorriso alcançado e apostar na prevenção de doentes. “Para isso, estabelecemos programas individuais de prevenção para cada um dos nossos pacientes e deixamos estas consultas sempre pré agendadas.”

Para reduzir ou evitar faltas às consultas por esquecimento e incompatibilidades de última hora, é realizado um contacto telefónico personalizado na véspera da consulta.” É esta proximidade com os clientes que promove a fidelização. Mas não só. “A qualidade do serviço que prestamos e a transparência com que nos posicionamos no mercado são fatores que fidelizam os pacientes”, explica Hélder Nunes Costa.

As redes sociais também são incontornáveis na atividade do CMO Clinic. “Estamos presentes na internet com um website enquanto clínica dentária (cmoclinic.pt) e outro enquanto Centro de Formação Certificado (cmoeducation.pt). Adicionalmente, temos presença no Facebook, Instagram, LinkedIn e Google My Business, tendo estas vindo a revelar-se como um importante veículo de comunicação com a comunidade. Contudo, devo confessar que não somos tão ativos nestas redes como, provavelmente, deveríamos ser. Talvez por continuarmos a acreditar que a nossa melhor promoção é a palavra boca-a-boca que os nossos pacientes vão espalhando”, salienta.

A atividade de medicina dentária já implementa, desde há muito, “procedimentos de proteção individual e de proteção contra a infeção cruzada que têm mostrado ser muitíssimo eficazes”, assinala o diretor clínico, no que respeita às novas rotinas decorrentes da pandemia

Ao longo deste quase um quarto de século, têm sido vários os projetos de intervenção social e de colaboração solidária que têm promovido. Desde a intervenção em escolas para ajudar na educação e motivação para a saúde oral à recetividade de visitas de estudo de crianças do pré-escolar na clínica. “Temos ainda apoiado financeiramente diversos eventos desportivos na nossa região e estabelecemos diversos protocolos colaborativos com várias associações implementadas na nossa zona de influência, como a Associação dos Diabéticos e a Cooperação de Bombeiros.”

Uma pandemia: novos procedimentos e novas rotinas

O maior impacto sentido no CMO Clinic devido à pandemia foi a obrigatoriedade de encerrar a atividade em março e abril do ano passado. Na altura, o encerramento pareceu-nos despropositado, embora tenhamos percebido a conjuntura, com a população em geral a entrar num quadro de quase pânico, o mesmo sucedendo com muitos dos colegas. Felizmente, o tempo veio dar-nos razão. A atividade de medicina dentária veio a ser a primeira a reabrir aquando do desconfinamento e não mais voltou a encerrar, nem mesmo com o segundo confinamento já em janeiro deste ano”, defende Hélder Nunes Costa. A atividade de medicina dentária já implementa, desde há muito, “procedimentos de proteção individual e de proteção contra a infeção cruzada que têm mostrado ser muitíssimo eficazes”.

Ainda assim, foi preciso definir procedimentos e rotinas específicas. Foi elaborado um plano de contingência e biossegurança para a doença por coronavírus que foi devidamente testado com a equipa antes da sua implementação. “Definimos áreas de risco diferenciado no espaço da clínica, aumentámos o nível de proteção dos equipamentos de proteção individual usados, redefinimos horários e tempos de consulta, implementámos um novo algoritmo de triagem telefónica prévia às consultas e passámos a monitorizar ativamente o número de pessoas no interior da clínica e o seu distanciamento social.” Houve ainda um investimento em sinalética informativa, dispensadores de desinfetantes e barreiras protetoras.

Além dos incómodos decorrentes dos EPI’s, já sobejamente descritos por profissionais da área em várias edições da SAÚDE ORAL, Hélder Nunes Costa lamenta a perda de contacto físico, tão importante para a componente emocional que esta consulta implica. “Houve também um impacto negativo e significativo no resultado financeiro da nossa atividade. Isto acontece devido ao facto de o valor pago pelo doente não ter acompanhado o gigantesco aumento que o custo do trabalho do médico dentista teve por unidade de tempo despendido.” Além dos custos do investimento já referido, foi necessário reduzir o número de consultas efetuadas e dedicar mais tempo a cada uma. “Por outro lado, a pandemia tem também sido uma oportunidade para repensarmos procedimentos e protocolos e para, pela positiva, nos destacarmos da concorrência”, destaca o responsável.

É com uma mensagem de esperança para o futuro que enfrenta estes dias. A aceleração da mudança parece ser inevitável e a história sugere que “o futuro trará, mais provavelmente, coisas boas do que más. Os médicos dentistas são uma das mais jovens classes profissionais e, por isso mesmo, mais bem preparadas para se adaptarem à mudança. Em comparação com a concorrência, sabemos mais, temos uma educação superior, temos mais experiência e poderemos, com facilidade, providenciar tratamentos de qualidade superior, de forma mais eficiente, com melhor serviço e recurso às tecnologias mais recentes”.

Aposta na formação avançada

A par da atividade clínica, o CMO Clinic integra também um Centro de Formação Certificado, o CMO Education – Formação Especializada cuja missão é ajudar os profissionais de saúde oral a atingir todo o seu potencial através da disponibilização de programas de formação avançada creditados, eminentemente práticos e clínicos, na área das ciências dentárias. “Desta forma, a nossa equipa não só está em constante formação e aprendizagem, para que a melhor e mais avançada tecnologia [e procedimentos] possam estar sempre disponíveis para servir os nossos pacientes, como temos também o privilégio e orgulho de participar na formação diferenciada de atuais e futuros profissionais de saúde oral nacionais e estrangeiros”, explica Hélder Nunes Costa.

A pandemia veio interferir com formações que se encontravam a decorrer e que tiveram de ser suspensas. Não fazia sentido manter, num contexto pandémico, formação eminentemente prática/hands-on e clínica, sublinha o diretor clínico. Esta fase obrigou a direção a adiar formação que estava já planeada. “Inicialmente, ainda pensámos em mudar o formato das formações para formação assíncrona, mas rapidamente percebemos que esse não é o nosso modelo. Queremo-nos focar em formações personalizadas, eminentemente práticas e clínicas, ministrada a grupos de reduzida dimensão porque sabemos que isso é essencial para um ensino de qualidade.”

Atualmente, com a redução das taxas de contágio e o avançar da vacinação, os responsáveis pelo CMO Clinic revelam a esperança de conseguirem reiniciar a atividade formativa a seguir ao verão. “Retomaremos, nessa altura, dois dos nossos cursos: o curso de ‘Formação em Oclusão, Função e ATM’, focado no diagnóstico das funções e disfunções do sistema crânio-mandibular e que é ministrado no âmbito da VieSID e o curso de ‘Residência em Ortodontia Clínica’ uma residência clínica intensiva, dirigida a clínicos que procuram formação adicional em ortodontia clínica”, revela Hélder Nunes Costa.

*Artigo publicado originalmente na edição n.º 137 da revista SAÚDE ORAL, de março-abril de 2021.

 

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