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Clínica Arranz prepara abertura de uma nova clínica em julho

Com dez anos de existência, a Clínica Arranz [1], localizada em Chaves, prepara-se para inaugurar um segundo espaço que vai permitir dar uma resposta de maior qualidade à vertente cirúrgica. Corresponder às necessidades dos pacientes, proporcionando-lhes bem-estar e comodidade com uma oferta inovadora que segue a vanguarda tecnológica é uma missão da qual o diretor clínico Mariano Arranz não abdica.

Foi o momento que considerou mais oportuno para apostar na abertura de uma clínica em Portugal. Há cerca de uma década, o médico dentista Mariano Arranz decidiu alargar a sua rede de clínicas a operar em Espanha a uma localização em Portugal. Chaves foi a cidade eleita para trazer as valências escolhidas criteriosamente com a tecnologia mais avançada, uma oferta “devidamente enquadrada no território”, começa por afirmar o diretor clínico. “Viemos acrescentar valor e respostas mais proativas, na emergência de tratamentos dentários, ao estarmos capacitados, além dos bons profissionais, com a tecnologia avançada e com um pormenor diferenciador em todos processos, o facto de termos um laboratório próprio.”

O médico dentista tem vindo a acompanhar de perto a vanguarda tecnológica com a máxima de “prestar o melhor serviço ao cliente” e isso traduz-se, na sua opinião, “ao número de pessoas que confiam a sua saúde oral a esta clínica”. Composta por duas salas, espaços de atendimento com dois médicos que recebem os pacientes e o laboratório já referido, é possível promover respostas rápidas a qualquer questão de saúde oral, como por exemplo, a colocação de implantes. “É completamente diferente solicitar este tipo de serviço a terceiros, a um laboratório externo, onde se perde tempo, precisão e qualidade nos resultados”, refere. Neste momento, a equipa inclui dez profissionais, três no laboratório e os restantes na clínica.

Planear todo o tratamento em 3D por computador desde o início traz mais clareza ao paciente que pode visualizar todo o processo e gera uma diminuição dos erros de fábrica, o que significa menos consultas para o paciente e uma adaptação mais adequada. “Por outro lado, tenho uma economia de tempo e maior precisão, com a substituição dos modelos de gesso pelo scanner intraoral. Os tempos de produção diminuem e os envios de modelos físicos são eliminados, havendo uma maior adaptabilidade das próteses, fabricadas 100% à medida da boca do paciente, garantindo um ajuste micrométrico com qualidade, estabilidade a longo prazo e estética”, defende Mariano Arranz.

A escolha dos equipamentos que auxiliam a prática clínica é então minuciosa e essencial. “O meu objetivo, com a capacitação que temos é realizar o diagnóstico e o planeamento do tratamento por meio de software 100% digital, obtendo registos do paciente de modo virtual com o scanner intraoral, o 3D, e a confeção de próteses no laboratório”, sublinha. O software de gestão e de comunicação digital também permite uma gestão otimizada da clínica. “Em ortodontia, a utilização do scanner intraoral simplifica os processos e economiza tempo. Constituiu uma grande mudança pelo facto de o paciente poder visualizar um planeamento de todo o seu tratamento graças às impressões digitalizadas e a um diagnóstico muito preciso”, destaca o diretor clínico, não esquecendo a relevância dos captadores digitais para consultório e laboratório.

“O meu objetivo, com a capacitação que temos é realizar o diagnóstico e o planeamento do tratamento por meio de software 100% digital, obtendo registos do paciente de modo virtual com o scanner intraoral, o 3D, e a confeção de próteses no laboratório” – Mariano Arranz, diretor clínico

Todas as gerações podem passar pela clínica, dos oito aos 80, ainda que o paciente mais jovem que atendem já tenha ultrapassado os 90 anos. “Além da odontologia geral, existem outras especialidades à disposição, como a cirurgia oral, o ortodontia e a periodontia.” Relativamente ao mito enraizado de que ir ao dentista é caro, Mariano Arranz considera que esta “é uma falsa questão” e que, em termos globais, os mais jovens têm a perfeita consciência do que é preciso para ter uma boa saúde oral. “A estética ganhou também espaço, sendo algumas vezes levada ao extremo”, alerta.

Presença nas redes sociais

Como forma de dar resposta a este mundo globalizado em que vivemos, Mariano Arranz considera que é impossível ignorar novas formas de comunicar estabelecidas junto da sociedade civil. “Temos as redes sociais, onde estamos presentes, procurando simplificar a mensagem, criando proximidade e identidade com quem nos segue. Contribuímos para a sensibilização de consciências, relativamente à importância da saúde oral”, explica, indicando que existe uma preocupação pedagógica na presença nos meios virtuais. “Depois, não podemos esquecer os ‘velhos’ meios de divulgação que nos acompanham como rádios e jornais, apesar de tradicionais, continuam a ser muito aceites pela comunidade. Trabalhar em rede e em parceria faz todo o sentido para contribuir para hábitos de vida mais saudáveis e uma melhor saúde”, afiança.

A sua relação com Portugal já dura há muitos anos e as experiências tidas em território nacional foram permitindo criar relações ao longo do tempo. “Tenho uma simpatia particular com os pacientes de Trás-os-Montes pelo facto de serem honestos e diretos. Não andam às voltas para resolver os seus problemas. Havia, contudo, um hiato, em respostas que precisavam ser proativas para benefício de quem procura estes profissionais de saúde. Acho que vim acrescentar valor com a filosofia que preconizo: profissionalismo e conhecimento aliado à vanguarda tecnológica”, explica. Ao ser questionado sobre as diferenças mais visíveis entre o mercado nacional e o espanhol, o médico dentista indica que “a celeridade de comunicação e de resposta dos fornecedores que é muito mais rápida em Espanha”.

O facto de ambos os países serem culturalmente muito idênticos, na sua opinião, facilita a relação entre o dentista e o paciente, defende Mariano Arranz. “A complementaridade é tanta que é uma mais-valia trabalhar nos locais onde abrimos estas clínicas permitindo uma experiência global muito enriquecedora”, explica.

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A fidelização acaba por acontecer naturalmente existindo liberdade do cliente para procurar outras respostas e sem nenhuma persuasão de terem de fazer os seus tratamentos nas clínicas. “Os que estão cá, estão porque querem e reconhecem o nosso trabalho.” O paciente é sempre a prioridade do diretor clínico. “Neste âmbito, se assim entender, por exemplo, posso promover a realização de cirurgias em hospitais privados, com toda a comodidade e confiança. Recebemos algumas pessoas ansiosas em relação ao ato médico, e que, na sua ótica, consideram que a cirurgia realizada neste tipo de valências confere-lhes uma maior tranquilidade.” Mariano Arranz não vê problemas acrescidos nesse pedido ainda que tal decisão comporte custos acrescidos e suportados pelo utente. “Mas o bem-estar e comodidade dos utentes são muito importantes para mim.”

Novidades em tempos de pandemia

A pandemia mudou a rotina diária desta clínica, mas Mariano Arranz explica que, ao nível da dinâmica interna, o propósito foi garantir a saúde pública e os médicos dentistas acabaram por ser igualmente aliados no combate à covid-19. “Para o efeito, houve investimentos acrescidos em vestuário e material de desinfeção, além dos testes frequentes a todos os colaboradores. Depois, no que diz respeito à afluência de pessoas, podemos dizer que houve ali um certo equilíbrio, talvez pela confiança nos profissionais da clínica e das medidas implementadas por nós.” Curiosamente, a covid 19 acabou por trazer pacientes mais decididos em tratar definitivamente da sua saúde oral, o que Mariano Arranz aponta como um aspeto positivo.

Grande parte da vida do diretor clínico tem sido vivida com uma clara aposta na formação apoiando os elementos da equipa a especializar-se em determinada área da medicina dentária. “Todos eles foram treinados por mim para que todos trabalhemos com um só objetivo e de forma sincronizada”, defende. Mariano Arranz admite que prefere trabalhar com pessoas mais jovens porque têm muita vontade em aprender e paciência para apostar na formação. “Não sei trabalhar sem ensinar. Gosto de inovar e de sentir que as pessoas que trabalham comigo sintam curiosidade, aceitem ideias e propostas que, em muitos casos, são vinculativas, enriquecem a minha empresa e a minha atividade profissional.” Não é, pois, de admirar que os colaboradores continuem a competir entre si, de forma saudável, para ter melhores resultados, bem como para encontrar os cursos que satisfaçam os seus gostos e expectativas.

“Não sei trabalhar sem ensinar. Gosto de inovar e de sentir que as pessoas que trabalham comigo sintam curiosidade, aceitem ideias e propostas que, em muitos casos, são vinculativas, enriquecem a minha empresa e a minha atividade profissional”, defende o médico dentista Mariano Arranz

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Ainda que o mundo esteja a viver esta crise pandémica, o investimento continua a ser uma parte importante da atividade. Assim, está previsto abrir uma segunda clínica, também em Chaves, no decorrer do mês de julho. “Este local, onde nos encontramos, funcionará só como consultório de medicina mais tradicional e o outro será para referência cirúrgica.” Com janelas viradas para o exterior, o ambiente é alegre e repleto de luz natural, sendo quente no inverno e fresco no verão, proporcionando uma presença agradável em qualquer estação do ano. “A localização é extraordinária pois a clínica nova situa-se entre uma farmácia e um café, a 30 metros de uma estação de autocarros e a 30 metros, em sentido contrário, situa-se um banco e um supermercado.”

Com instalações mais amplas e mais luminosas, o novo espaço terá quatro gabinetes para poder atender os pacientes e os gestores comerciais de forma personalizada e mais resguardada. “Vamos também ter um laboratório com a finalidade de oferecer aos nossos pacientes, uma resposta imediata, quando tivermos necessidade de proceder a uma restauração protética.”

“Espero que, em breve, quando esta crise for superada, possamos adquirir equipamentos para poder realizar este procedimento”, explica o diretor clínico, referindo-se à possibilidade de iniciar a cirurgia laparoscópica, projeto que foi adiado devido à pandemia

O grande objetivo de ter duas clínicas passa por realizar cirurgias com menos stresse e de forma a proporcionar uma reabilitação funcional e harmoniosa, o mais rapidamente possível, aos pacientes, causando o mínimo desconforto. “Como exemplo de intervenções a realizar, incluem-se as elevações traumáticas dos seios maxilares, a colocação de próteses confecionadas ao mesmo tempo após o paciente ter realizado uma cirurgia de reabilitação sobre implantes. “Ou seja, o paciente volta a casa com os seus dentes colocados e a possibilidade de comer no próprio dia.” Mas também, a apicoectomia, a retirada de quistos para análise, o enxerto de tecido conjuntivo, a colocação imediata de implantes após extração de dentes e a realização de cirurgia guiada por computador. “Nesta nova clínica, vamos continuar com a mesma filosofia para que possamos melhorar com a prática e conquistar a confiança dos nossos pacientes, num espaço mais humano e mais acolhedor que atenue o nervosismo normal que afeta os pacientes antes de qualquer intervenção dentária e garantindo que se sintam, o mais possível, em casa.”

Todas as outras especialidades que não se enquadrem na resposta cirúrgica podem ser encontradas na clínica principal. Em Portugal, o conceito de cirurgia laparoscópica já está a nascer e, em muito pouco tempo, a Clínica Arranz irá especializar-se neste tipo de cirurgia guiada, objetivo adiado pela pandemia. “Espero que, em breve, quando esta crise for superada, possamos adquirir equipamentos para poder realizar este procedimento”, explica o diretor clínico.

*Artigo publicado originalmente na edição n.º 138 da revista SAÚDE ORAL [4], de maio-junho de 2021.