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Médicos Dentistas

Branqueamento dentário: Está na moda, mas os produtos de venda livre comprometem a segurança

Produtos de branqueamento de venda livre: os riscos da sua utilização

É um procedimento cada vez mais procurado por pessoas de várias idades, mas o facto de existirem produtos de branqueamento dentário de venda livre traz novos desafios ao setor. Afinal, este é um tratamento minimamente invasivo, com poucas contraindicações e efeitos secundários, mas que exige o acompanhamento permanente de um profissional de medicina dentária para evitar situações irreversíveis e obter resultados duradouros e seguros.

A opinião é unânime. O branqueamento dentário tem vindo a dar resposta às maiores exigências estéticas e aos padrões de beleza existentes, mas também por ser “um tratamento acessível e conservador”, explica Tomás Amorim, médico dentista com prática na área de estética e de reabilitação oral e um dos sócios fundadores da Spot Clinic, em Lisboa. Ao contrário de outras áreas da medicina dentária, não têm existido muitas novidades nas técnicas relacionadas com este tratamento. “As técnicas usadas desde há uns anos mantêm-se e estão devidamente descritas na literatura”, acrescenta o também assistente convidado na disciplina de Medicina Dentária Conservadora I e II do Instituto Universitário Egas Moniz.

“Para o bem e para o mal, os padrões de ‘beleza e de perfeição’ são, neste momento, um dos principais argumentos usados pela sociedade em diversas situações. É comum dizer-se que o sorriso é o ‘cartão de visita’ de uma pessoa e, por essa razão, também na área da medicina dentária a procura de tratamentos estéticos tem aumentado nos últimos anos, sendo o branqueamento dentário externo, um dos recursos e procedimentos estéticos mais procurados na busca do sorriso perfeito”, refere Alexandra Queirós, higienista oral da Clinicca, no Porto.

A procura por este tratamento é equiparável no que respeita ao género, e transversal a várias faixas etárias, mas não é recomendado antes da idade adulta. “Por ser um procedimento não invasivo, quando efetuado de forma segura e devidamente acompanhado por um profissional de medicina dentária, os resultados são satisfatórios e respondem às necessidades de quem a ele recorre”, assinala a higienista oral. Pode ser também um complemento associado a “reabilitações com coroas pois melhora a harmonia da cor final dos dentes naturais com a dos dentes artificiais”.

Apesar de não ter havido grandes mudanças e o surgimento de novidades no que respeita às técnicas utilizadas, surgiram, entretanto, “gamas mais diversificadas e mais completas para poder oferecer diferentes tipos de abordagem e também soluções que tornam o processo de aplicação em consultório mais simples e que têm como objetivo facilitar o acesso ao branqueamento e com uma maior rapidez de aplicação”, afirma João Nascimento, higienista oral na MD Clínica, em Lisboa. O primeiro passo para a realização de um branqueamento é um correto diagnóstico e a identificação de situações que possam constituir alguma contraindicação para a sua realização, o que não acontece na utilização dos produtos de venda livre, assinala o higienista oral. Quanto à aquisição dos últimos, têm surgido muitas questões relativamente “à segurança e à eficácia”, sublinha.

“Com esta massificação da saúde e com estes produtos de venda livre, perde-se o controlo e apesar de não estarmos a falar de problemas de saúde muito graves, na sua maioria, podem provocar algumas situações irreversíveis” – Tomás Amorim, médico dentista Spot Clinic

Na agenda da higienista oral Gisela Oliveira, a exercer na Clínica SPCC, na Dental+ e no Hospital Luz Lisboa, todos os dias existem marcações para branqueamento dentário. “É um procedimento que está na moda. Devido à pandemia, as pessoas começaram a olhar para a sua imagem de outra forma sobretudo porque se viram através do ‘quadradinho’ do ecrã do computador e muitas decidiram mudar algo na sua aparência.” A questão da cor dos dentes não foge à regra e na sua prática clínica, o número de tratamentos efetuados triplicou neste período. “Quanto à técnica, procura-se acompanhar a evolução do mercado nesta área, sempre com o objetivo de modificar o sorriso do paciente, com saúde e segurança”, defende.

O grande problema surge com a aquisição de produtos de venda livre sem qualquer vigilância. “Compete ao profissional explicar, esclarecer e orientar, com base na necessidade de cada pessoa e perante a técnica adequada”, explica.

Existem contraindicações?

De uma maneira geral, o branqueamento dentário não traz riscos para a saúde mas é fácil perceber que se determinada pessoa compra um produto de venda livre e tem lesões de cáries ativas, problemas periodontais que não estão controlados e recessões gengivais, coloca-se a questão de que o procedimento está contraindicado sem que seja realizado um tratamento prévio destas doenças, alerta Tomás Amorim. “Com esta massificação da saúde e com estes produtos de venda livre, perde-se o controlo e apesar de não estarmos a falar de problemas de saúde muito graves, na sua maioria, podem provocar algumas situações irreversíveis”, salienta.

Não é aconselhada a realização deste tratamento em mulheres grávidas ou a amamentar porque “não existem estudos suficientes e literatura que suportem esta hipótese. Os doentes que tenham lesões de cárie ativa profunda, que tenham doença periodontal descontrolada, doentes com hipersensibilidade dentária exacerbada e com recessões gengivais não são candidatos.” O mais importante é controlar a doença ativa antes de dar início ao branqueamento dentário. “Em algumas situações em que as pessoas têm uma hipersensibilidade dentária severa ou que possam vir a ter problemas de esmalte não há indicação para realizar o tratamento, mas sim para realizar outro tipo de restaurações porque já existe pouca estrutura dentária.”

Alexandra Queirós destaca a facilidade com que se podem “adquirir produtos de venda livre para fins de branqueamento ou encontrá-los em locais intitulados como ‘Centros de Branqueamento’, que não são consultórios dentários e não estão sujeitos a qualquer fiscalização, o que só por si, constitui um risco para a saúde”. E, acrescenta: “Nem sempre é conhecido o princípio ativo, as concentrações para o efeito e os produtos não são reconhecidos pela FDA (Food and Drug Administration).” Em suma, estes tratamentos devem ser única e exclusivamente realizados ou supervisionados por profissionais da área.

É também essencial gerir as expectativas dos pacientes em relação ao resultado final pois nem sempre podem ser realistas. João Nascimento alerta para o diagnóstico correto que englobe “a cor do dente, o tipo de manchas, a identificação de lesões de cárie, a patologia periodontal e a existência de materiais restauradores, aspetos fundamentais para o sucesso do tratamento com segurança”.

“Em qualquer caso, o foco da minha prática clínica é o sucesso do sorriso sem criar expectativas porque cada um tem a sua própria reação ao tratamento” – Gisela Oliveira, higienista oral

Na Spot Clinic, como os pacientes estão muito bem controlados e vão à clínica, no mínimo, de seis em seis meses, para uma consulta de higiene oral de rotina, é feito um controlo regular das possíveis situações de doença. “Se o higienista oral ou o médico dentista achar que o paciente pode beneficiar de um branqueamento dentário por questões estéticas pode sugerir a sua realização.” No entanto, a maior parte de pessoas que realiza este tratamento procura esta solução diretamente na clínica.

Tipos de branqueamento

Depois de uma avaliação e da realização de tratamentos que ajudem a controlar as doenças prévias (que pode incluir uma sessão de destartarização / uma higienização oral) passa-se para o branqueamento propriamente dito. “Por norma, realizamos fotografias pré e pós-operatórias para ver a diferença e irmos controlando. Os doentes em casa também vão tirando selfies para irem acompanhando o processo”, explica Tomás Amorim. São realizadas depois impressões convencionais, ou através do scanner intraoral, para criar modelos 3D do doente e as goteiras de branqueamento para que o paciente possa utilizar à noite durante, por norma, 15 dias. “Quando o paciente opta por fazer o branqueamento dentário em casa [at home], a grande vantagem é o facto de o próprio poder controlar a cor, ter pouca sensibilidade pós-operatória e é este o tipo de tratamento que mais aconselhamos as pessoas a fazer.” Se tudo correr bem, os resultados podem durar até cinco, seis anos.

Para os pacientes que optem por um branqueamento no consultório [in office], a vantagem é que o processo é imediato e controlado pelo médico dentista ou higienista oral. “Apesar de não haver consenso na literatura de que este tipo de branqueamento tem piores resultados em comparação ao que é realizado em casa, na prática clínica, verificamos que os dentes ficam mais brancos no imediato, mas, a longo prazo, a cor regride um pouco”, refere Tomás Amorim. Ou seja, não é possível ter a mesma qualidade de cor que se obtém com o branqueamento em casa. A escolha do tipo de tratamento depende da personalidade da pessoa. A última decisão será sempre sua. “Muitas vezes, percebemos que há pessoas que têm mais pressa e outras que têm mais dúvidas e vamos conversando e ajustando. Damos as várias hipóteses e a pessoa escolhe a mais adequada ao seu caso”, assinala o médico dentista.

Claro que existem situações em que o branqueamento funciona melhor e alguns fatores que melhoram os resultados, por exemplo, a idade, o tipo de esmalte, o tipo de alimentação, o consumo de bebidas alcoólicas, o consumo de café e o tabaco, entre outros. “Por norma, quanto mais jovens são os dentes mais fácil é o branqueamento. Os dentes mais envelhecidos têm menos superfície de esmalte e a dentina mais escura. Nestas últimas situações, podemos ter de prolongar o tratamento durante mais algumas semanas”, sublinha, referindo uma situação em particular, a pigmentação por tetraciclina que acontece quando algumas crianças tomam antibióticos e ficam com os dentes muito escurecidos ou esverdeados. “Essa situação pode passar para a idade adulta e, nestes casos, pode demorar muito tempo, até meses, a realizar o branqueamento”, alerta.

Na Clinicca, estão disponíveis duas formas de realizar o tratamento: em regime ambulatório e em consultório. “Em ambos os casos, os produtos utilizados são os peróxidos, de carbamida e de hidrogénio, em concentrações adequadas a cada caso e por períodos estipulados de acordo com a necessidade”, explica Alexandra Queirós. Independentemente da opção, o mais importante para a higienista oral é saber “quais os produtos aplicados, como são utilizados e ter em conta a situação oral e dentária do paciente”.

Nos branqueamentos dentários externos não é possível antecipar a previsibilidade do tratamento a 100%, no que respeita ao grau de branqueamento e ao tempo de durabilidade dos resultados. “O tipo de manchas e coloração dos dentes podem ter diferentes origens: tipo de esmalte e envelhecimento do mesmo, ingestão de alimentos e bebidas que favorecem o escurecimento ao longo do tempo, hábitos tabágicos, determinada medicação, tratamentos químicos e higiene oral deficiente”, refere a higienista oral. Ainda que se consiga ir acompanhando o processo, nem sempre é possível gerir a expectativa do paciente em relação ao resultado que vai afetar os seus dentes e no aspeto associado ao branqueamento. “É difícil porque esta expetativa é normalmente elevada e nem sempre realista, principalmente porque resulta daquilo que ele vê na televisão, nas revistas e na publicidade, o que nem sempre, ou mesmo raramente, corresponde à realidade”, destaca.

Na Clinicca, a escolha dos pacientes no tipo de branqueamento recai normalmente pelo que é realizado em cadeira no consultório. “O ideal é que previamente ao branqueamento [pelo menos, uma semana antes] seja realizada uma consulta de higiene oral. Nesta consulta, além da avaliação já referida das condições orais do paciente, é feita a destartarização e polimento para remoção de manchas extrínsecas, são dadas orientações relativas ao branqueamento e, se necessário, a utilização prévia de dentífricos dessensibilizantes, os cuidados a ter – durante e logo após o branqueamento –, nomeadamente, cuidados alimentares [muito importantes para evitar a ingestão de alimentos que podem interferir com o resultado do branqueamento]”, explica Alexandra Queirós. E, se possível, a realização de fotografias para comparação com o resultado final, sublinha.

Em algumas situações pode ser aconselhada “a conciliação entre os dois tipos de branqueamento”, defende o higienista oral João Nascimento

Independentemente de o tratamento ser realizado em casa ou no consultório, são necessárias de uma a três semanas para o branqueamento estabilizar, avaliar a cor e perceber se o paciente está ou não satisfeito. “No final do tratamento, vamos ver o paciente numa consulta de rotina com a higienista oral e, se for preciso, reforçamos algo. Por exemplo, se surge um problema de hipersensibilidade, temos de verificar se está apenas associado ao tratamento ou se existe mais algum problema.” Tomás Amorim acrescenta que existem hoje pastas dentífricas específicas para a hipersensibilidade dentária e alguns tipos de gel que têm compostos e que nos permitem ajudar a este nível”, explica Tomás Amorim.

Para dentes vitais, a MD Clínica recorre “ao protocolo de branqueamento in office da ZOOM Philips que utiliza gel de peróxido de hidrogénio a 6%. Para branqueamento at home temos disponíveis para utilização, nas goteiras de branqueamento, o sistema NiteWhite da Philips com peróxido de carbamida a 10% ou 16% ou o sistema DayWhite com peróxido de hidrogénio a 6% que é prescrito consoante a avaliação individual”, explica João Nascimento. Para o branqueamento de dentes não vitais, o peróxido de hidrogénio a 35% com formulação específica para esses casos tem sido o produto mais utilizado, acrescenta o higienista oral.

A principal diferença entre ambas as opções é o modo de aplicação e a escolha que pode depender da gestão relativamente a alguns dos fatores já referidos neste artigo, mas, em alguns casos, o higienista oral adianta que pode ser aconselhada “a conciliação entre os dois tipos de branqueamento”.

Na Dental +, na Clínica SPCC e no Hospital Luz Lisboa, a abordagem de Gisela Oliveira, em termos de materiais e técnicas, vai sempre depender de cada caso e é individualizada. “Por exemplo, se um paciente não suportar a dor de sensibilidade, ou uso agentes dessensibilizantes no consultório para controlo ou indico o tratamento de ambulatório”, explica. No caso de pacientes com problemas de gengivas, a higienista oral começa por pedir que faça uma adaptação de escovagem com uso de um dentífrico específico e adapta a técnica após a consulta de medicina dentária preventiva. “Se um paciente tiver pressa recorro ao tratamento in office, em que o resultado é imediato. Em qualquer caso, o foco da minha prática clínica é o sucesso do sorriso sem criar expectativas porque cada um tem a sua própria reação ao tratamento.“

A importância da formação

Em todas as áreas, a formação é relevante. É sempre necessário evoluir e aprender para adquirir mais conhecimentos para a prática clínica diária. “Acho fundamental a atualização regular para todos os profissionais, de temas relacionados com a prática clínica e também na área da comunicação e do desenvolvimento pessoal, que se interligam com o trabalho com o paciente”, salienta Gisela Oliveira. A pandemia trouxe novas preocupações e a necessidade de atenção por parte das pessoas, o que acaba por exigir aos profissionais saber lidar com estas situações. “Enquanto profissional de saúde oral há mais de 22 anos, sempre procurei a formação que se traduzisse em mais conhecimento para a minha prática na clínica e no hospital”, sublinha.

Ao longo do tempo, o esmalte poderá escurecer um pouco pelas razões já mencionadas, não regredindo, no entanto, para a cor inicial (…) Se o paciente assim o desejar, poderá em algum momento ser feito um reforço ao branqueamento realizado para otimizar resultados” – Alexandra Queirós, higienista oral

A higienista oral fundou a GO Formação para dar resposta a necessidades diretas dos profissionais, desde assistentes, rececionistas, higienistas orais a dentistas, com cursos técnicos especializados para o atendimento, quer dos mais novos, quer dos adultos, porque exige técnicas e abordagens distintas. Juntamente com a médica dentista Susana Gonçalves, Gisela Oliveira é responsável pelos cursos técnicos e conta com uma equipa de formadores que complementam várias áreas da oferta formativa nos cursos realizados na área da Grande Lisboa. “A experiência tem sido muito desafiante, com concretizações de sucesso para a formação dos profissionais que estão no mercado, alguns há mais tempo, outros que estão a chegar à profissão e que, sem dúvida, precisam complementar a formação académica”, adianta.

É a formação contínua que permite acompanhar as novas tendências e a literatura científica. “Vivemos numa geração que vive muito no presente e com imenso acesso às redes sociais, mas não podemos pensar que a formação adequada acontece num webinar. Hoje absorvemos muito mais rapidamente a informação, mas temos mais dificuldade em fazer a correta triagem”, defende Tomás Amorim. O médico dentista recomenda alguns workshops disponibilizados pela Ordem dos Médicos Dentistas (OMD) em várias áreas. No que respeita ao branqueamento dentário, “é uma área relativamente simples que uma pessoa consegue estar habilitada a realizar desde que tenha a formação base, que é o caso dos alunos formados no Instituto Universitário Egas Moniz”. Em suma, defende: “Estar atualizado permite-nos ser melhores profissionais amanhã”.

“A OMD tem vindo nos últimos anos a denunciar várias situações”

 A SAÚDE ORAL contactou a Ordem dos Médicos Dentistas (OMD) para ter o parecer acerca da regulação do setor no que ao branqueamento dentário diz respeito.

A OMD e a Entidade Reguladora da Saúde (ERS) estiveram reunidas no passado mês de setembro para discutir a regulação do setor. Relativamente ao branqueamento dentário em particular, o que é urgente regular?

A iniciativa teve por objetivo a abordagem de vários assuntos importantes no setor da medicina dentária. Entre eles, a questão dos branqueamentos dentários que são realizados fora das clínicas e consultórios de medicina dentária. A OMD tem vindo nos últimos anos a denunciar várias situações. Portanto, é um assunto que não é novo e é do conhecimento das várias autoridades de saúde. Este encontro com ERS serviu também para sensibilizar novamente para esta temática.

Resultaram algumas estratégias desta reunião para regular o branqueamento dentário que é realizado fora de clínicas dentárias?

O assunto mereceu a atenção da ERS e será enquadrado no âmbito das suas competências. A OMD manifestou a sua disponibilidade para prestar a colaboração que for considerada necessária nesta matéria.

Por este tema envolver a ação direta de um conjunto de autoridades de fiscalização e regulação na saúde, tais como, a ERS, Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS), Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde, I.P (Infarmed) e Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), a OMD insistirá para uma intervenção mais articulada e para sinergias entre estas entidades, de forma a garantir a defesa dos doentes e da saúde pública.

Quais os perigos de realizar um branqueamento dentário aleatoriamente e sem acompanhamento de um médico dentista ou fora da legalidade?

O branqueamento dentário não se resume a uma operação estética, mas constitui uma intervenção clínica do médico dentista, enquadrada no âmbito legal da medicina dentária.

Veja-se a este propósito o código A13.11.CC.DD da Tabela de Nomenclatura da OMD, publicada na II série Diário da República, em anexo ao Regulamento nº 501/2011, de 23 de agosto.

Constituindo um ato dentário, então o mesmo deve ser realizado, em contexto e ambiente clínico, por profissionais de saúde qualificados. Deve ser o médico dentista em ambiente clínico a avaliar o estado de saúde oral do paciente, a diagnosticar a(s) causa(s) de descoloração e a prescrever a técnica de branqueamento mais adequada à situação clínica em concreto, entre as várias alternativas possíveis e admissíveis do ponto de vista legal e clínico.

Só mediante um correto diagnóstico e uma terapêutica adequada aos problemas do doente, e o respetivo acompanhamento clínico, será possível a resolução de efeitos adversos que possam advir da utilização dos produtos de branqueamento.

A OMD disponibiliza no seu site uma informação destinada ao público sobre esta matéria acessível em https://www.omd.pt/publico/branqueamento-dentario/

Este site oferece conteúdo especializado. É profissional de saúde oral?