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Bastonário da OMD defende 30% de imposto sobre bebidas açucaradas para saúde oral

O bastonário da OMD, Miguel Pavão, defendeu que “30% do imposto sobre bebidas açucaradas” deveria ser alocado à saúde oral.

O bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas (OMD), Miguel Pavão, defendeu que “30% do imposto sobre bebidas açucaradas” deveria ser alocado à saúde oral. A declaração surgiu no âmbito do início do roteiro “Medicina Dentária no SNS”, relata o portal Eco.

“O Governo em 2017 teve capacidade criativa de criar uma nova tributação aos portugueses, o imposto acrescentado de bebidas açucaradas, vulgo imposto Coca-Cola, que beneficiou os cofres do Estado em cerca de 85 milhões de euros. Aquilo que pedimos é que pelo menos 30% desse imposto seja alocado diretamente à saúde oral”, afirmou o responsável.

“Eu acho que, se há criatividade para se criar tributação aos portugueses, deve existir criatividade para alocar essa tributação às causas que faltam cumprir nas políticas nacionais”, sublinhou.

No âmbito da sua visita ao Centro da Saúde de Leça da Palmeira, em Matosinhos, Miguel Pavão recordou ainda que o projeto do Governo ‘Saúde Oral para todos’ é “um plano que está longe de ser cumprido”. Segundo disse à Lusa, atualmente existem no SNS 135 médicos dentistas, quando seriam necessários 290.

Segundo o responsável, a região Norte é a que regista um investimento maior nesta área, nomeadamente, até, no modelo como se contratam médicos dentistas.

“No Norte, existe o modelo de contrato, mas no resto do país é através da contratação de empresas temporárias, e isso é uma fragilidade muito grande”, considerou.

O bastonário dos dentistas defendeu ainda a realização de convénios com o setor privado e parcerias com as universidades.

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