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Saúde Oral

As estratégias para ajudar na saúde oral dos pacientes com necessidades especiais

Um estudo qualitativo da Faculdade de Odontologia da Universidade de Campinas-Piracicaba (Brasil) entrevistou um total de 21 pessoas encarregues de ajudar na saúde oral de adultos com necessidades especiais de forma a perceber de que maneira os profissionais da medicina dentária poderiam auxiliar.

De acordo com os resultados, divulgados pela Gaceta Dental, 38,1% destes pacientes “zangavam-se, não abriam a boca, mordia ou ‘trancavam’ os dentes” nestes momentos. Já outros 38,1%, como que não querem que ninguém os ajude, acabaram por ter má higiene dentária.

 

Um dos exemplos que ilustram o estudo é o de uma pessoa com necessidades especiais que, quando magoa as gengivas, sangra. Quando vê o sangue, já não quer limpar-se, porque o aterroriza, por isso têm de ir ao médico dentista. Noutro caso, a estratégia do cuidador foi cantar e brincar, e desta forma, mesmo com esforço, conseguiu escovar os dentes.

Outra barreira indicada por quem ajuda na saúde oral foi a dificuldade em encontrar médicos dentistas para tratar este tipo de pacientes. Os resultados sugerem que questões como a ansiedade, relacionadas com questões técnicas e dentárias, precisam de ser reconhecidas pela equipa de saúde oral, cuja responsabilidade é trabalhar também para capacitar os cuidadores.

 

Outro dado detetado foi de que o perfil do cuidador influencia muito o nível de cuidados dentários que podem ser prestados à pessoa com necessidades especiais. Assim, o estudo concluiu que as estratégias dos profissionais de dentária devem abranger tanto as pessoas com necessidades especiais como os seus cuidadores.

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