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Saúde Oral

AIMD quer participar nas negociações da proposta de nova tabela de preços da ADSE

ADSE recebe 68 novos pedidos de convecção na área da medicina dentária

A Associação Independente de Médicos Dentistas (AIMD) pretende ser incluída nas negociações com a ADSE sobre a nova tabela de preços para os atos médico-dentários.

Para assegurar o interesse dos doentes e salvaguardar o sustento dos prestadores privados, a AIMD considera que “as futuras negociações não poderão ser conduzidas levianamente e que terá de haver muita flexibilidade por parte da ADSE se for realmente do seu interesse a celebração de novas convenções privadas”.

Em comunicado publicado nas redes sociais, a AIMD reitera: “Manifestamos publicamente a esta entidade o nosso desejo de participar nesta discussão, de forma a proteger os interesses dos médicos dentistas e dos seus doentes.”

A ADSE propôs uma subida dos valores dos atos médicos associados à medicina dentária. Contudo, os novos valores de comparticipação devem ainda ser sujeitos à aprovação do Conselho Geral e de Supervisão e a negociação com os prestadores privados.  Apesar de louvar a medida, a associação considera que esta “peca por muito tardia e necessita de melhorias substanciais”.

Sobre a medida, a AIMD refere que a “nova tabela vem no seguimento da declarada intenção da ADSE em angariar novos prestadores privados, para benefício dos segurados”. Porém, “como é bem conhecido, até à data, a ADSE tem dificultado a atribuição de novas convenções aos prestadores privados, excetuando alguns casos, como por exemplo os grandes grupos económicos”.

“A ADSE não quer novos convencionados, quer apostar nos grandes. Assim como já é manifesta a intenção das grandes seguradoras. Favorecer os grandes grupos e ir cortando nos pequenos prestadores”, referiu Nuno Meneses Gonçalves, o presidente da AIMD.

Em análise a alguns dos valores adiantados pelo Jornal de Negócios para a nova tabela, a associação acrescenta que “os exemplificados valores globais continuam a ser manifestamente baixos, inclusive, se for realizada essa aferição, abaixo do custo basal do ato médico”.

Além disso, acrescentam que foi revelado que “estes preços serão associados a limites mais apertados na faturação dos atos médicos, nomeadamente o espaçamento temporal permitido para a sua faturação, e a autorizações mais rigorosas”.

Para a associação, “a procura de novos prestadores privados e o aumento dos preços tabelados subscrevem a intenção da ADSE de abolir com os reembolsos do regime livre, através da proibição de faturação de atos médicos que não constem na sua própria tabela de nomenclatura, sob pena de, se tal se verificar, o reembolso não ser efetuado e o prestador pode perder a dita convenção”.

Perante os fatos analisados, a AIMD considera que “falar de aumentos significativos de comparticipações enquanto mensagem publicitária, não só é intelectualmente desonesto como se configura muito aquém do que é atualmente exigido”.