Médicos dentistas

A ‘pandemia’ do online

A OMD aumentou as vagas para os seus cursos em live streaming e há agora uma plataforma na Internet para inúmeras videoconsultas, incluindo de medicina dentária. Desde a formação aos cuidados de saúde, a pandemia do novo coronavírus está a forçar o digital a deixar de ser algo do futuro para passar a ser algo bem presente.

Assume-se como “a maior plataforma portuguesa de marcação de consultas” e lançou ontem, dia 26 de março, a opção de videoconsulta, num timing perfeito para quem vive em tempos de pandemia Covid-19. Com mais de mil médicos, a Doctorino, uma cocriação de Nuno Gonçalves, que já foi diretor de marketing de uma clínica dentária lisboeta, e do médico dentista José Cautela, juntou-se à tecnológica knok “pelo futuro digital da saúde em Portugal”, afirmam os responsáveis das empresas num comunicado enviado à SAÚDE ORAL.

O objetivo, acrescentam, é tornar mais acessível – tanto aos profissionais da saúde como aos utentes – a realização de consultas através de vídeo. “Para marcar, basta aceder à Doctorino, selecionar a opção de marcação de videoconsulta (em destaque na homepage), escolher o profissional de saúde e marcar uma data e hora. Antes de a consulta se realizar, o utilizador e o profissional recebem nas suas caixas de e-mail (e por SMS) as diretrizes e o link para aceder ao ‘gabinete virtual’. Não é necessário a instalação de nenhuma app ou software, o processo é simples e muito intuitivo”, explica a nota informativa.

O aspeto diferenciador deste projeto, que foi lançado no mercado em meados de dezembro de 2019, reside exatamente, segundo os seus criadores, no modelo de plataforma, que agrupa os vários profissionais num único local. Com 60 especialidades e subespecialidades, a plataforma conta com psicólogos, psiquiatras, médicos de clínica geral e familiar, médicos estomatologistas e dentistas, que definem os seus preços para a consulta, sendo que o pagamento é integrado na plataforma.

Tanto a marcação da consulta como o registo dos profissionais de saúde na plataforma são gratuitos, e está ainda disponível a opção de marcação online de análises clínicas depois de estabelecida uma parceria com o grupo Germano de Sousa.

“O lançamento do serviço já estava no nosso roadmap, mas com a chegada da Covid-19 a Portugal, achámos que era importante fazer um sprint e disponibilizar a opção de videoconsulta o mais cedo possível. O futuro passará cada vez mais pela telemedicina e queremos estar preparados”, disse o cofundador da Doctorino, Nuno Gonçalves.

Mas, foi a parceria com a knok healthcare, que desenvolveu uma plataforma para videoconsultas, que possibilitou a rápida resposta digital quando todos somos aconselhados a ficar em casa. “Para nós, a parceria com a Doctorino constitui mais um passo importante para garantir o acesso a cuidados de saúde primários a toda a população”, disse José Bastos, CEO da knok healthcare.

Formação online reforçada
Mas o online não está a facilitar apenas o acesso a cuidados de saúde ou a permitir uma nova experiência de eventos. Tal como muitos pais estão a constatar diariamente, a Internet está também a mudar a forma como aprendemos – e o mesmo se aplica aos médicos dentistas.
Depois de cancelar a sua formação presencial até ao início de maio por culpa da pandemia, o Centro de Formação Contínua (CFC) da Ordem dos Médicos Dentistas (OMD) anunciou que iria manter os cursos já agendados em regime de live streaming. A aposta parece ter sido ganha, com a Ordem agora a anunciar que o primeiro curso neste formato esgotou as cem vagas previstas e que, consequentemente, irá aumentar a capacidade das próximas formações. Os cursos vão passar a ter um limite de 250 inscrições e serão gratuitos.

A mudança foi espoletada no início desta semana, no dia 23 de março, quando o terceiro módulo do curso de disfunção temporomandibular, que iria decorrer no Porto, passou para o online e deixou o formador Marco António Loureiro, que se estreava neste formato, a ensinar as “Terapêuticas complementares no tratamento da DTM – acupuntura” a cem participantes. “A maioria dos acessos foram registados no Porto, cerca de 28%, e em Lisboa, cerca de 16%. Os restantes participantes acederam a partir de outras regiões, como Braga, Aveiro ou Leiria, e inclusive, fora de Portugal, a partir do Brasil”, anunciou a OMD no seu site.

O próximo curso vai decorrer já na próxima segunda-feira, dia 30 de março e as inscrições podem ser feitas aqui.