Higiene Oral

“Não tendo Ordem é muito difícil defender os interesses dos higienistas orais”

“Não tendo ordem é muito difícil defender os interesses dos higienistas orais”

O XVIII Congresso da Associação Portuguesa de Higienistas Orais (APHO) decorreu a 6 e 7 de abril, em Lisboa. À margem do evento, Patrícia Gouveia, presidente da comissão organizadora, falou com a SAÚDE ORAL destacando entre os vários momentos do programa uma mesa redonda sobre a importância da educação interprofissional e prática colaborativa.

Este é um “tema atual”, uma vez que os médicos dentistas “estão a ser introduzidos nos centros de saúde e temos de ver a melhor forma de articular o seu trabalho com o dos higienistas orais, que já trabalham no Serviço Nacional de Saúde há muitos anos”.

Uma ordem profissional

Outro dos temas ‘caros’ para a APHO é o da criação de uma ordem profissional, uma luta de há vários anos do Fórum das Tecnologias da Saúde (constituído por várias associações profissionais, nomeadamente a APHO, e pelo Sindicato das Ciências e Tecnologias da Saúde). Em cima da mesa está criar “uma ordem que contempla muitas categorias profissionais”, especifica Patrícia Gouveia. Contudo, a proposta para a sua criação “foi chumbada no Parlamento em outubro”.

“Não tendo ordem é muito difícil defender os interesses dos higienistas orais”

Apesar deste revés “continuamos a trabalhar para a sua criação porque não tendo Ordem é muito difícil defender os interesses dos higienistas orais”, alerta a presidente da comissão organizadora.

Também Fátima Duarte, presidente da APHO, salvaguardou à SAÚDE ORAL a necessidade da criação de uma ordem profissional pois “nós, como associação, não somos uma identidade jurídica”.

A presidente destacou “um estudo do Centro Biomédico da Universidade de Coimbra, que atestou, precisamente, que 15 profissões se podem juntar com o mesmo objetivo”, ou seja, neste caso numa mesma ordem profissional.

No entanto, apesar de tencionar levar novamente a proposta de criação da ordem ao Parlamento, Fátima Duarte acredita que “não vai ser fácil e nós avançarmos como profissão individual está fora de questão”.