European Society of Cosmetic Dentistry

ESCD prepara congresso em Lisboa em 2018

A edição de 2018 do Congresso Anual da European Society of Cosmetic Dentistry (ESCD), subordinada ao tema ‘Soul of Esthetics’, vai decorrer em Lisboa. Florin Lazarescu, presidente da ESCD, destaca o papel da tecnologia no desenvolvimento da dentisteria estética.

Para quem não conhece, o que nos pode dizer sobre a European Society of Cosmetic Dentistry (ESCD)?

Foi fundada há 15 anos, tendo o nosso primeiro evento decorrido em Barcelona. A partir daí já passaram por cidades como Copenhaga, Berlim, Paris, Londres, Zagreb, entre outras. A nossa sociedade tem duas categorias de membros, os normais e os certificados, e a maioria são médicos dentistas, mas também temos uma secção para técnicos dentários. Neste sentido, em cada evento, além de palestras dedicadas aos médicos dentistas, desenvolvemos cursos orientados para os técnicos dentários.

E o que nos pode adiantar em relação à edição de 2018 do vosso congresso?

Os nossos congressos são caracterizados por ter grandes grupos de profissionais que vêm de todas as partes do mundo. Este ano, por exemplo, tivemos participantes de 37 países. Para o ano irá realizar-se o nosso 15º Congresso, no final de setembro, entre 20 e 22 de setembro, em Lisboa.

Além da componente científica (e já temos uma lista de oradores confirmados), também somos conhecidos por organizar eventos sociais muito interessantes. Mais uma vez virão pessoas de 37 países e é sempre interessante a troca de experiências e poder fazer-se novas amizades. O responsável pela organização do congresso é o Dr. Paulo Monteiro.

E quais as expetativas em relação ao 15º Congresso?

Este ano tivemos cerca de 400 participantes. Todas as edições queremos que este número aumente e, por isso, para o ano esperamos chegar aos 500.

Quais os principais temas que estarão em destaque no evento a realizar-se em Lisboa?

Vai ser, essencialmente, sobre dentisteria estética, implantes e tecidos moles. Também teremos uma secção destinada a ortodontistas e, neste sentido, vamos ter dois ou três oradores nesta área, assim como a técnicos dentários.

Da sua perspetiva, como tem evoluído a dentisteria cosmética?

Penso que a tecnologia tem tido um papel muito importante na dentisteria estética. Falamos, por exemplo, de impressões digitais e da tecnologia CAD-CAM, que está a tornar-se cada vez mais estética e não apenas funcional. Por outro lado, a tecnologia também nos está a ajudar a melhorar a comunicação com o laboratório de próteses dentárias, não apenas em termos de rapidez, mas também ao nível da estética. No próximo ano vamos ter, precisamente, um debate no congresso sobre o analógico versus a tecnologia digital. E vamos ter ainda um estúdio de TV para transmitir, em direto, entrevistas aos oradores durante os intervalos. Deste modo tentamos combinar a ciência com as novas tecnologias na maneira como organizamos o evento, com o objetivo de o tornar ainda mais atrativo para os participantes.

Quais as principais diferenças entre a dentisteria estética europeia e a americana?

Penso que é a diferença de perceção do que é a estética entre a Europa e a América. Quando nesta se pensa em estética, são os dentes muito brancos e visíveis e o sorriso muito glamoroso. Já na Europa pode dizer-se que, em contrapartida, os dentes serem naturais e não visíveis é que é estético. Daí que uma das maiores diferenças é realmente ao nível da perceção do que é estético. Mas atualmente, muito do que é promovido nos meios de comunicação social é-nos pedido pelos pacientes.

E em termos futuro, o que podemos esperar ao nível da dentisteria?

Eu diria que a dentisteria digital vai estar cada vez mais presente no nosso dia-a-dia. As impressões digitais, como já disse, fazem cada vez mais parte do nosso quotidiano e a tecnologia CAD-CAM, que é cada vez mais utilizada, será cada vez mais acessível.

 

 

“Um congresso de estética dentária com alma e paixão”

Paulo Monteiro, médico dentista com prática exclusiva em dentisteria restauradora e estética, é o responsável pela organização do congresso anual da ESCD em 2018. “Sendo a primeira vez que uma academia europeia de Estética Dentária escolhe Portugal e Lisboa para o seu Congresso Anual é já por si um marco importante e de prestígio para todos nós, portugueses”, avançou, à SAÚDE ORAL. Deste modo, considera que “é uma oportunidade para os médicos dentistas portugueses que têm interesse por esta área (este congresso será bastante abrangente, indo da dentisteria restauradora, à reabilitação, cirurgia, periodontologia, ortodontia, etc.) trocarem experiências com colegas oriundos de outros países”.

O tema do evento é ‘Soul of Esthetics’, sendo que, como explica Paulo Monteiro, “este tema foi escolhido fazendo a analogia entre a ‘alma’ e o ‘fado’ do povo português. Dois importantes marcos que nos distinguem e distinguem a nossa cultura e a nossa identidade. Assim, considera-se que o Fado é a Alma do povo Português e a organização do evento quis traduzir isso no tema do congresso, um congresso de estética dentária com alma e paixão”.

Experiência multucultural

À semelhança de Florin Lazarescu, Paulo Monteiro destaca o facto de neste evento “normalmente participarem médicos dentistas oriundos de vários pontos do mundo, tornando-o numa experiência multicultural”. Por outro lado, o leque de palestrantes internacionais e nacionais de renome em diferentes áreas, bem como os temas a abordar, “fazem com que neste evento os participantes possam contactar com os últimos avanços da ciência e clínica nas diferentes áreas a abordar”, afirma o responsável pela organização, acrescentando que “também existirão vários hands-on durante os dias do congresso onde os participantes poderão ter um contacto mais próximo com alguns palestrantes e por em pratica técnicas e materiais lecionados”. Além da componente científica, “estamos também a preparar um programa social que permitirá um salutar convívio entre todos os participantes e palestrantes”.