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Robótica, big data e realidade virtual: o futuro da saúde será high-tech

robótica na saúde  - Saúde Oral

Imagine ter um microchip implantado no cérebro que aciona uma mensagem de comando para mover um braço protésico? Parece ficção científica, mas de acordo com Daniel Kraft, fundador da Exponential Medicine, que falou com o The Guardian, poderá muito bem ser uma realidade num futuro mais próximo do que imaginamos.

Internet of Things (IoT), robótica, conectividade, hardware a ‘preço de saldo’, big data, machine learning e inteligência artificial são todos ‘termos-tendência’ que muito em breve irão invadir o setor da saúde, revolucionando tudo aquilo que até aqui conhecíamos.

Tecnologias como o Google Glass vieram apenas iniciar a revolução. Em 2014, uma empresa de inovação – Small World – associou-se à Australian Breastfeeding Association para conduzir um estudo clínico que recorria a esta tecnologia da Google. O objetivo era que os ‘conselheiros’ desta associação, que habitualmente prestam apoio a mães de recém-nascidos através do telefone, conseguissem ver através dos seus olhos, graças ao Google Glass. O resultado? Estas mães conseguiam, assim, receber a ajuda de especialistas a qualquer altura sem que para isso tivessem de se afastar os seus bebés. Obviamente que partilhar a perspetiva do paciente também permitiu oferecer melhor aconselhamento.

Por outro lado, muito em breve tecnologias como a Realidade Aumentada ou Virtual vão passar a ser mainstream. A app AED4EU é uma das que está a fazer uso dessa inovação e que já está a ajudar a salvar vidas. Como? Se uma pessoa de repente colapsar ao seu lado, esta aplicação diz-lhe exatamente onde está o desfibrilhador mais próximo.

A invenção é holandesa e funciona como uma espécie de base de dados com informação de todos os desfibrilhadores existentes em espaços públicos. Ora com a ajuda de uma outra tecnologia, chamada Layar, o seu smartphone projeta no ecrã a exata localização do aparelho e em apenas alguns minutos pode conseguir salvar a vida de alguém.

Este tipo de tecnologias estão também a ser utilizadas para ajudar os pacientes a descrever melhor os seus sintomas, um dos problemas mais comuns em saúde. A app EyeDecide simula o impacto de determinadas condições oftalmológicas na visão de um paciente e permite que o médico entenda melhor qual é o estado do paciente.

Mais importante ainda, a realidade virtual irá muito breve conseguir ajudar os cirurgiões durante as operações, ao oferecer-lhes uma coisa que como sabemos é essencial: precisão. A empresa Medsights Tech, por exemplo, desenvolveu um software que cria imagens raio-X sem que para isso o paciente tenha que se expor à radiação, recorrendo à realidade aumentada para criar modelos 3D precisos.

Não sabemos para onde nos irá conduzir o desenvolvimento destas tecnologias, mas sabemos que existem cada vez mais empresas empenhadas em revolucionar a saúde e a forma como se salvam vidas. A aquisição da Boston Dynamics pela Google, em 2013, prometia isso mesmo. Resta esperar para vermos se os robots vão mesmo tomar o lugar dos cirurgiões no bloco operatório.