Saúde

Os mais pobres de Portugal continuam a não ter acesso a consultas de especialidade

Os mais pobres do país continuam a não ter acesso a consultas de especialidade

O mais recente relatório do Observatório Português dos Sistemas de Saúde, referente a dados recolhidos em 2014 e 2015, foi esta semana divulgado e revela que os cidadãos mais pobres do país continuam a ser os que têm menos acesso a consultas de especialidade, sobretudo nas áreas de saúde oral e mental.

De acordo com o estudo, nas áreas de saúde oral e mental existem ainda “limitações fortes no acesso” que afetam “de forma desproporcional os mais pobres” em Portugal. José Aranda da Silva, porta-voz da coordenação deste relatório, afirma que “esta é uma situação crónica do nosso sistema de saúde. As pessoas com menos recursos cada vez têm mais dificuldades de acesso.”

Por detrás deste problema está, sobretudo, a carência de serviços de saúde oral e mental no Serviço Nacional de Saúde, que continuam a ser prestados maioritariamente através do setor privado, o que limita o acesso daqueles de estratos socioeconómicos mais baixos.

O estudo destaca ainda o programa dos cheques-dentista, criado para reduzir as desigualdades na saúde oral, contudo refere que “possivelmente não conseguiu reduzir a iniquidade”.

Para melhorar o acesso da população portuguesa a cuidados de saúde oral, o Executivo anunciou no ano passado a integração de médicos dentistas nos cuidados de saúde primários (centros de saúde). Depois de uma experiência piloto em algumas unidades, foi anunciado o seu alargamento a um total de 60 unidades.

Aceda ao relatório completo aqui.