Saúde

Ordens profissionais querem aumento de verbas para a saúde

hospital - corredor

As ordens profissionais do setor da saúde reuniram-se este fim de semana para debater a lei de programação na saúde, assim como o futuro do financiamento do setor. Os profissionais de saúde querem chamar a atenção para o facto de ser necessário um aumento de verbas para o setor que permita conquistar estabilidade nos orçamentos para a área.

Orlando Monteiro da Silva, presidente do Conselho Nacional das Ordens Profissionais e Bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas (OMD), explicou à Lusa que além de sensibilizar a sociedade e o poder político para esta questão, a iniciativa teve como objetivo discutir um sistema que permita assegurar ciclos orçamentais equilibrados no sistema de saúde.

“Pretendemos que, através de um mecanismo como uma lei de programação, haja ciclos de financiamento alargados que assegurem que não acontecem altos e baixos no financiamento que coloquem em causa a eficiência de todo o sistema de saúde e do Serviço Nacional de Saúde (SNS)”, explica o bastonário da OMD.

O que as ordens profissionais ligadas à saúde pretendem são orçamentos plurianuais para a saúde com planificação e programação que permitam assegurar a estabilidade do Serviço Nacional de Saúde, que neste momento sofre daquilo que os profissionais do setor chamam de “subfinanciamento crónico”, calculando-se que faltem cerca de 1,2 mil milhões de euros.

O Orçamento do Estado para este ano prevê uma despesa total com a saúde de cerca de 9 801 milhões de euros.