Bruxismo

SPDOF lança livro sobre bruxismo

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Vai ser lançado no próximo congresso da Sociedade Portuguesa de Disfunção Temporomandibular e Dor Orofacial (SPDOF), a realizar-se nos dias 9 e 10 de março em Santo Tirso, um livro sobre bruxismo, da responsabilidade da própria SPDOF.

À SAÚDE ORAL, André Mariz de Almeida, cofundador da SPDOF, explicou que a obra “irá abordar toda a problemática do bruxismo, sendo coordenada por mim, pelo Dr. Júlio Fonseca e pelo Dr. Ricardo Dias, e irá conjugar um conjunto de peritos mundiais na área do bruxismo (nacionais e internacionais), como Dr. José Luís de La Hoz, o Dr. Fernando Exposto, o Prof. Doutor Alfonso Gil Martinez, o Prof. Doutor Peter Svenson, o Dr. Tiago Oliveira, entre várias outras referências mundiais que estão ainda pendentes de confirmação”.

O objetivo é ser um guia atualizado sobre a fisiopatologia, diagnóstico e abordagem do bruxismo para o técnico de saúde oral com um enfoque muito especial para o médico dentista, “à semelhança do que a SPDOF fez com o seu segundo livro sobre Farmacologia em Dor Orofacial e Disfunção Temporomandibular”, remata o médico dentista.

Novo paradigma

Atualmente estamos perante uma mudança de paradigma no que toca ao bruxismo, pois este já não é apenas considerado como uma parafunção ou um distúrbio, “mas um comportamento que apresenta em certos casos um propósito funcional”, referiu Júlio Fonseca, vice-presidente da SPDOF, à SAÚDE ORAL, no âmbito de um artigo aprofundado sobre bruxismo, a ser publicado na edição de Novembro/Dezembro.

Recentemente, um consenso internacional de peritos definiu o bruxismo como “uma atividade muscular repetitiva caracterizada por apertar ou ranger de dentes, mas também pelos atos de ‘bracing or thrusting’ da mandíbula (segurar, ferulizar, tensionar ou vácuo intraoral)”, revelou o médico dentista.

Assim sendo, neste momento, não há qualquer tipo de dúvida de que o bruxismo “tem uma etiologia multifatorial regulado por um mecanismo central, em que perturbações no sistema dopaminérgico intervêm em conjunto com os microdespertares, bem como fatores como ansiedade, trauma, genética, tabaco, fármacos ou álcool”, concluiu André Mariz de Almeida.