Resistência a antibióticos

Resistência a antibióticos avança a ritmo alarmante

Resistência a antibióticos continua a crescer

O alerta foi dado durante a mais recente reunião da American Society for Microbiology: as bactérias resistentes a antibióticos de ‘último recurso’ estão a surgir a um ritmo alarmante, deixando muitos pacientes sem alternativas.

Uma bactéria que contém um gene conhecido por mcr-1, e que confere resistência à colistina, um antibiótico bactericida polipeptídio cíclico usado contra bactérias multirresistentes, está agora a surgir em todo o mundo, depois de ter sido descoberta há 18 meses.

A colistina é conhecida como um antibiótico de ‘último recurso’, contudo nos últimos meses têm vindo a público vários casos de resistência de bactérias a este fármaco, um problema que está a alarmar a comunidade médica, que teme não conseguir travar pequenas infeções ou realizar cirurgias rotineiras devido à falta de alternativas.

Cerca de 70 mil pessoas morrem anualmente devido a infeções resistentes a fármacos, um número que tem crescido de ano para ano e que se estima que atinja um total de 10 milhões até 2050.

Já este ano, a Comissão Europeia publicou o ‘European One Health Action Plan’, um plano de ação de combate contra a resistência aos antibióticos. Este documento reconhece que a saúde humana, a saúde animal e o ambiente estão interligados e propõe várias medidas para que seja possível combater a resistência aos antibióticos e criar novos tratamentos alternativos.

A Comissão Europeia quer todos os Estados-Membros partilhem a sua experiência e os recursos necessários e pretende reforçar os sistemas de vigilância, nomeadamente através da recolha de dados, e quer fazer um reforço da investigação e da inovação.