Medicina Dentária

Regiões autónomas investem em programas de saúde oral

Regiões autónomas investem em programas de saúde oral

O programa regional de saúde oral dos Açores já permitiu a realização de cerca de 118 mil consultas, em três anos, nos centros de saúde e hospitais da região. De acordo com a Lusa, que cita o secretário regional com a tutela da Saúde, Rui Luís, o programa de saúde oral açoriano é já “programa de sucesso”.

Os Açores são a única região do país que tem um programa de saúde oral gratuito até à idade adulta, incluindo tratamentos de saúde oral a realizar nos centros de saúde. De acordo com o Governo açoriano, o III Estudo Nacional de Prevalência de Doenças Orais da região mostra que neste momento, a percentagem de crianças açorianas livres de cáries até aos seis anos é de 75%, a melhor percentagem a nível nacional.

Madeira prepara-se para contratar mais dentistas

Na região da Madeira, por sua vez, em breve o Serviço Regional de Saúde (SESARAM) vai contratar, no âmbito da estratégia regional de saúde oral, mais três médicos dentistas. De acordo com secretário regional Pedro Ramos, o objetivo é passar a cobrir também as áreas de Machico, São Vicente e Câmara de Lobos.

“Ao nível nacional, há o cheque-dentista, aqui nós não precisamos porque temos dentistas nos centros de saúde e hospital”, defendeu recentemente Pedro Ramos em declarações ao Jornal Económico da Madeira.

Na Madeira, a estratégia para a saúde oral já abrangeu, desde 2016, 7 mil crianças, conseguindo uma redução das cáries dentárias de cerca de 22%. Miguel Albuquerque, Presidente do Governo madeirense defende que os cuidados de saúde oral devem “abarcar toda a população escolar da Região” e que se deve reforçar a prevenção em todas as áreas da saúde.

“A essência da saúde pública passa hoje pela prevenção. A sustentabilidade dos sistemas nacionais de saúde passa em grande medida pelo alargamento da rede de cuidados primários, através da introdução de práticas e hábitos de vida saudáveis, avaliação periódica das pessoas e um investimento nos médicos de família”, defende.