Medicina Dentária

Redução de cáries leva população norueguesa a perspetivar futuro sem dentistas

dentista - Saúde Oral

Quem o diz é o médico dentista e professor da Universidade de Oslo, Carl Christian Blich: a redução das cáries dentárias na população norueguesa pode significar uma menor necessidade de profissionais de medicina dentária e uma possível diminuição da oferta de formação na área.

A opinião é polémica e já veio espoletar várias manifestações públicas por parte de profissionais do setor que acreditam que o bom estado de saúde oral da população só mostra a importância de existirem bons profissionais de saúde oral no país.

Uma das primeiras a manifestar-se contra esta posição foi a Associação Dentária Norueguesa (NDA), que defende que apesar de 59,2% das pessoas com 12 anos e de 23,6% das pessoas com 18 anos do país não ter qualquer cárie dentária, deve continuar a investir-se no setor e na formação de profissionais.

Camilla Hansen Steinum, Presidente da NDA, refere que com a melhoria da saúde oral da população e com a melhoria da ‘esperança média de vida’ da dentição natural aquilo que é exigido destes profissionais irá simplesmente mudar. “As pessoas estão a viver durante mais tempo com os seus próprios dentes e mais pessoas estão a sobreviver a doenças graves como o cancro. Estes grupos de pacientes irão requerer tratamentos diferentes no futuro”, razão pela qual a formação deve ser adaptada às necessidades da população.

Carl Christian Blich defende, no entanto, que é preciso mudar a formação de medicina dentária no país. “A educação dentária nórdica tradicional não tem futuro e é demasiado limitada. O dentista tradicional irá deparar-se com pouca formação e precisará de uma plataforma profissional mais abrangente”.