Saúde

Profissionais de saúde trabalharam mais horas em 2017

Profissionais de saúde trabalharam mais horas em 2017

As horas de trabalho suplementares feitas pelos profissionais de saúde aumentaram 5,1% em 2017, um número de horas que correspondeu a cerca de 178 milhões de euros a menos nos cofres do Estado, revela um estudo agora publicado pelo Ministério da Saúde. No total foram realizadas cerca de 11,8 milhões de horas de trabalho suplementar em 2017.

Por detrás deste aumento está, sobretudo, a reposição das 35 horas de trabalho semanais de parte do corpo de enfermeiros do Estado, indica o estudo, com o número de horas de trabalho suplementar realizadas por estes profissionais a aumentar cerca de 16% em 2017, para uma média de 109 horas de trabalho suplementar, num total de 2,5 milhões de euros. “Uma parte das horas de trabalho perdidas tiveram de ser compensadas por recurso à realização de trabalho suplementar”, refere o relatório do Ministério da Saúde.

No caso dos médicos, o número de horas suplementares trabalhadas reduziu em cerca de 3% em 2017. No entanto foram feitas 5,7 milhões de horas suplementares, com cada médico a realizar, em média, 314 horas de trabalho suplementar em 2017.

O estudo do Ministério da Saúde indica que as especialidades onde se registaram os maiores acréscimos de horas de trabalho suplementar realizadas foram oncologia médica e imuno-hemoterapia. Medicina geral e familiar, ortopedia e anestesiologia foram aqueles em que se registou a maior quebra no número de horas de trabalho suplementar realizadas. Importa ainda referir que as especialidades em que se realizam mais horas de trabalho suplementar são a medicina interna, a cirurgia geral, a medicina geral e familiar, a anestesiologia e a pediatria.