Saúde

Prevalência de infeções hospitalares em Portugal em queda

Prevalência de infeções hospitalares em Portugal em queda

A prevalência de infeções hospitalares em Portugal caiu de 10,5% para 7,8% entre 2012 e 2017. De acordo com o jornal Público, os dados da Direção-Geral da Saúde revelam, no entanto, que “cerca de um terço dos hospitais públicos e 85,7% dos agrupamentos de centros de saúde não dispõem ainda de programas de apoio à prescrição de antibióticos”, apesar de existir uma obrigação legal para estes programas.

Citada pelo mesmo jornal, Maria do Rosário Rodrigues, responsável pelo Programa de Prevenção e Controlo de Infeções e Resistência aos Antimicrobianos da Direção-Geral da Saúde, refere que “ainda temos muito trabalho pela frente”.

Além de uma diminuição da prevalência de infeções hospitalares importa ainda referir que houve um aumento da adesão dos profissionais de saúde à higiene das mãos, que agora é de 73%, e uma diminuição da incidência de pneumonias associadas à intubação e de infeção do local cirúrgico na prótese de joelho e de anca.

Mas não só boas notícias. De acordo com um relatório divulgado pela Direção-Geral da Saúde em 2015, a percentagem de algumas bactérias multirresistentes continua a preocupar, já que em alguns casos, em Portugal está acima da média da União Europeia.

Um dos exemplos, diz o Público, é “a frequência crescente de amostras de Klebsiella pneumoniae resistente a vários antibióticos de largo espectro (como quinolonas e cefalosporinas de terceira geração)” e resistente a carbapenemos que tem vindo a aumentar: em 2016 estava presente em 6,4% das amostras, quase o dobro face ao ano anterior.