Médicos Dentistas

Dentistas ponderam colocar um fim ao acordo com a ADSE

Dentistas ponderam colocar um fim ao acordo com a ADSE

Os preços tabelados pela ADSE para os procedimentos e tratamentos de medicina dentária poderão levar os médicos dentistas a colocar um fim no acordo com o subsistema de saúde dos funcionários públicos. O bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas (OMD), Orlando Monteiro da Silva, disse esta semana em declarações à Lusa que a quebra do acordo poderá ser uma realidade caso a proposta de tabela de preços se mantenha “incompatível com tratamentos de qualidade”.

Para Orlando Monteiro da Silva, “esta nova proposta de tabela [da ADSE] é mais do mesmo à custa dos profissionais de saúde, afetando os utentes da ADSE. Há um conjunto de situações que estão a limitar os utentes da ADSE a aceder a tratamentos de qualidade, quer ao nível das incompatibilidades entre tratamentos, quer ao nível dos preços propostos nos atos de medicina dentária.”

O bastonário da OMD deixa ainda o aviso: “a manterem-se as atuais regras devem os médicos dentistas aderentes à convenção ponderar retirarem-se desta convenção.” Uma extração dentária para um beneficiário da ADSE pode ficar em cerca de 11 euros e uma consulta pode custar apenas sete euros.

Mas a questão vai além das consultas de medicina dentária. Também esta semana o bastonário da Ordem dos Médicos veio pronunciar-se sobre o tema, referindo que os valores praticados no subsistema de saúde dos funcionários públicos são “escandalosos”.

“Existem alguns atos médicos, como as biopsias da próstata, endoscopias urológicas, entre outros, em que a remuneração paga pela ADSE nem sequer serve para cobrir as despesas do material que é utilizado para os exames”, defendeu Miguel Guimarães.