Saúde Oral

Consulta de medicina dentária no primeiro ano de vida “não é menos importante que a consulta no pediatra”

Consulta de medicina dentária no primeiro ano de vida “não é menos importante que a consulta no pediatra”

60,6% das crianças portuguesas com menos de seis anos nunca foram ao dentista, de acordo com o mais recente Barómetro de Saúde Oral da Ordem dos Médicos Dentistas. Mas de acordo com a Associação Best Quality Dental Centers, a primeira ida ao dentista “deve acontecer logo que nasça o primeiro dente decíduo”. O alerta é dado dias antes de se assinalar o Dia Mundial da Criança (1 de junho).

“Ter dentes saudáveis em criança é fundamental por muitos motivos: assegura uma alimentação correta, facilita a aprendizagem fluída da fala e previne a ocorrência de vários problemas, na idade adulta. Torna-se, por isso, decisivo levar o seu filho ao médico dentista”, defende João Braga, médico dentista e membro da Associação Best Quality Dental Centers.

De acordo com o médico dentista, a primeira visita ao dentista deve acontecer quando nasce o primeiro dente de leite da criança, o que habitualmente acontece entre os seis e os 12 meses de idade do bebé, para assim estabelecer um programa preventivo de saúde oral.

“Pode assim dizer-se que a consulta no médico dentista não é menos importante que a consulta no pediatra. Apesar do pediatra ou médico de família fazerem uma avaliação do estado de saúde oral, esta é sempre superficial, principalmente pela limitação de meios técnicos (instrumentos, iluminação, entre outros). Mesmo antes da primeira consulta da criança no médico dentista cabe aos pais efetuar uma higienização adequada da boca do bebé, devendo, a grávida, questionar o seu médico dentista sobre os cuidados a ter relativamente à higiene oral do seu filho. Estes pequenos gestos, que parecem insignificantes, têm realmente impacto no crescimento oral da criança e naquilo que será a sua saúde oral em idade adulta. É preciso aconselhar os pais das crianças em relação ao flúor, às técnicas de higiene oral, à prevenção de cáries, ao controlo dos açúcares na alimentação e ao uso da chupeta. Tudo isto influencia a saúde oral e tem de ser visto e avaliado cuidadosamente, caso a caso”, explica João Braga.