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BeClinique comemora 20 anos

O grupo de clínicas dentárias BeClinique celebrou ontem (24 de outubro) o seu vigésimo aniversário com uma festa para amigos e clientes no seu gabinete de Lisboa.

O grupo, liderado pelo médico dentista Dárcio Fonseca, inaugurou a sua primeira unidade em Mafra, em 1999, seguindo-se a clínica de Lisboa, no ano passado, e por fim, a internacionalização, já em maio deste ano, no Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

“Vamos aproveitar para fazer os 20 anos da BeClinique e a inauguração desta clínica, que não tínhamos tido oportunidade de fazer antes, então aproveitamos e casamos ambos os eventos”, disse Dárcio Fonseca à SAÚDE ORAL durante a celebração, que decorreu no espaço da clínica na Avenida António Augusto Aguiar, em Lisboa.

Convidado a fazer um balanço de duas décadas de atividade, o médico dentista disse que foram anos de crescimento: “Felizmente, acho que fazer uma clínica ou ter um projeto de clínica assente na qualidade de tratamento, na forma como tratamos os nossos pacientes, acaba por ser o maior incentivo à continuidade e nós começámos muito pequeninos, com um espaço em Mafra, com 80 metros quadrados. Neste momento, temos uma clínica em Mafra com 600 metros quadrados, temos uma clínica em Lisboa com 600 metros quadrados, temos outra no Dubai, e temos outras que vão ser inauguradas no próximo ano, o que acaba por ser a consolidação de uma marca e de um projeto de vida que não foi feito só por mim, mas com a ajuda da minha esposa e de uma equipa que tem sido fantástica e que me tem acompanhado e tem sido a chave do nosso sucesso”, afirmou Dárcio Fonseca.

As clínicas que serão inauguradas no próximo ano, acrescentou, vão situar-se em Portugal, embora não tenha revelado datas de abertura ou localizações concretas.

Dárcio Fonseca

A expansão, explicou ainda Dárcio Fonseca, foi potenciada pela alteração quase total para um workflow de trabalho digital, que permite, por exemplo, que o corpo clínico da BeClinique Dubai envie casos que são planificados em Digital Smile Design em Portugal. “Acho que foi um grande passo em frente, a mudança para o digital, são quase 20 anos a fazer de forma analógica e, de repente, tomar a decisão de fazer a mudança de um paradigma na totalidade, é precisa muita vontade de quem lidera o barco e é preciso ter uma equipa capaz de fazer acontecer. Foi isso que aconteceu nos últimos anos”, referiu o médico dentista.

Dárcio Fonseca explicou ainda que já trabalha com equipamentos digitais há vários anos, a grande novidade foi conseguir integrar tudo no processo de trabalho da sua equipa: “Conseguir ter todos os procedimentos integrados…para integrar o scanner, com o CBCT, com o planeamento cirúrgico e depois a fase de execução e a própria execução da parte protética final…nós conseguimos integrar há dois, três anos, e agora é que estamos efetivamente a introduzir isso de forma contínua em praticamente todos os procedimentos, porque somos provavelmente das poucas clínicas em Portugal que tem capacidade de fazer todo o planeamento e a execução no nosso espaço. Não dependemos de ninguém, somos autónomos”, garante.

Com uma equipa de 30 pessoas nas suas três clínicas, o fundador da BeClinique quer ainda continuar a reforçar a sua oferta de formação em Portugal, especialmente para médicos estrangeiros, com vários cursos já lecionados em inglês e espanhol, mas também introduzir a formação no Dubai já em 2020.

“Temos a sorte de ser um dos poucos centros de formação que recebe continuamente estrangeiros. Este ano já demos dois cursos para estrangeiros, única e exclusivamente. Já vieram cerca de 30 pessoas cá para fazerem formação connosco. O número ainda não é um número gigante, mas são 30 pessoas, não são duas ou três.”

Quanto aos próximos 20 anos, Dárcio Fonseca diz que vê o projeto “completamente consolidado” e com uma “estrutura maior”, só não sabe exatamente com que dimensão, até porque se recusa “a dar passos maiores do que a perna”.

“Já está definido na estratégia nacional que vamos crescer e ter mais clínicas. Agora, se me perguntar se quero ter 20 ou 50, não sei, acho que é demasiado cedo para fazer uma projeção, até porque não o quero fazer. O sucesso depende de uma replicação de procedimentos e filosofia e isso só é possível se dermos a formação adequada aos nossos quadros e os prepararmos para crescer. Não adianta abrir polos e depois não ter ninguém que leve os negócios para a frente, acho que isso é uma utopia e é uma falha das grandes cadeias de medicina dentária.”