Investigação

Bactéria associada à doença periodontal pode estar por detrás do cancro do esófago

Estudo português analisa prevalência das três maiores doenças orais crónicas

A bactéria oral responsável pela doença periodontal pode estar associada ao cancro do esófago. A conclusão consta de um estudo agora publicado na revista científica Cancer Research, que depois de analisar a saúde oral de 122 mil norte-americanos durante dez anos revela que a presença de bactérias relacionadas com a doença periodontal pode levar a um aumento ou diminuição do risco de desenvolvimento deste tipo de cancro.

De acordo com os autores do estudo, a bactéria oral Tannerella forsythia está associada a um aumento de 21% na probabilidade de desenvolver tumores no esófago. A publicação Dental Tribune refere, no entanto, que alguns especialistas já se vieram pronunciar e referir que ainda não está provada uma relação causal entre as duas patologias.

Anthony Starpoli, especialista em cancro do esófago citado pela publicação, defende que “ainda não é claro se a presença desta bactéria ou a doença periodontal resultante são responsáveis pelo desenvolvimento de cancro”.

Importa também referir que algumas das bactérias orais analisadas pelos investigadores no âmbito deste estudo foram associadas a uma diminuição do risco de desenvolvimento de cancro oral, o que sugere que enquanto algumas bactérias podem ser responsáveis pelo desenvolvimento deste cancro altamente mortal, outras podem ajudar a diminuir as probabilidades de vir a desenvolver esta doença oncológica.

Esta não é a primeira vez que as bactérias orais são associadas ao desenvolvimento de outras patologias, nomeadamente doenças oncológicas. No final do ano passado, um estudo japonês já havia relacionado as bactérias orais com o cancro do esófago.

Conheça o estudo em detalhe aqui.