Saúde Oral

Associação Dentária Americana pede proibição de produtos vaping

Associação Dentária Americana pede proibição de produtos vaping

A Associação Dentária Americana (ADA) adotou em dezembro uma política provisória que exige a proibição total de todos os produtos de vaping que não sejam aprovados como dispositivo de cessação tabágica pela Food and Drug Administration (FDA). A associação de médicos dentistas adotou assim uma posição semelhante à tomada pela Associação Médica Americana (AMA), em novembro do ano passado.

As associações citam os vários casos da doença pulmonar mortal EVALI (lesões pulmonares associadas ao uso de cigarro eletrónico e produtos de vaping), que levaram mais de duas mil pessoas a serem hospitalizadas e provocaram 55 mortes, bem como o elevado consumo destes produtos entre os mais jovens, como as principais razões para a proibição total dos produtos.

A ADA defende uma ação legal no âmbito federal e estatal para proibir a venda e distribuição de produtos de vaping, exceto aqueles que a FDA aprovou para fins de cessação tabágica e que estão disponíveis aos consumidores apenas através de prescrição médica. A política afirma, ainda, que a associação apoiará mais pesquisas sobre a eficácia dos produtos de vaping para a cessação do fumo e sobre os efeitos para a cavidade oral do uso destes dispositivos.

“Enquanto os efeitos de longo prazo do vaping sobre a saúde oral estão sob revisão científica, como profissionais de saúde devemos ser prudentes na proteção dos consumidores contra produtos potencialmente nocivos”, explicou o presidente da ADA, Chad Gehani, à Dental Tribune International .  “Continuaremos a pedir mais pesquisas, mas devemos proteger a saúde de nossos pacientes antes de tudo. Uma proibição como esta garantiria a segurança dos pacientes, ao mesmo tempo em que nos permitiria explorar o impacto dos produtos vaping na saúde oral”, justifica.

Em maio deste ano, também a Ordem dos Médicos Dentistas pediu “um maior controlo na comercialização de cigarros eletrónicos e a proibição de qualquer tipo de publicidade, incluindo publicidade encapotada nas redes sociais” a este tipo de produto.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) também já tinha solicitado aos países que proibissem ou limitassem a disponibilidade de produtos de vaping.