Medicina do Sono

O ar que respiramos: este foi o mote para a palestra de Miguel Meira e Cruz no Congresso Brasileiro do Sono

pessoa a dormir - Saúde oral

“O ar que respiramos: impacto no sono e na medicina do sono”. Foi com esta palestra que o médico dentista e presidente da Sociedade Portuguesa de Cronobiologia e Medicina do Sono, Miguel Meira e Cruz, teve o privilégio de ser convidado para dar uma das conferências no Congresso Brasileiro do Sono, que decorreu de 1 a 4 de novembro no Brasil.

“Esta conferência assumiu como figura central a qualidade do ar e o impacto que a poluição exterior e interior tem na saúde geral das populações, nas funções cardiorrespiratória e metabólica e na regulação neuroendócrina e anatómica durante o sono, com foco na aplicação clínica destes conhecimentos, nomeadamente na abordagem terapêutica das perturbações respiratórias durante o sono”, referiu Miguel Meira e Cruz em entrevista à Saúde Oral. “Foram apresentados resultados preliminares de um projeto sobre a qualidade do ar indoor e do sono”.

O ar que respiramos: este foi o mote para a palestra de Miguel Meira e Cruz no Congresso Brasileiro do Sono

O reconhecimento da importância deste tema “resulta de um trabalho desenvolvido em Portugal num projeto colaborativo entre o Centro de Ciências e Tecnologias Nucleares do Instituto Superior Técnico, o Centro Cardiovascular da Universidade de Lisboa, a Faculdade de Medicina de Lisboa, a Escola Superior de Tecnologias da Saúde de Lisboa e a Associação Portuguesa de Cronobiologia e Medicina do Sono, no qual está a ser investigado o impacto da qualidade do ar interior na qualidade de sono, nos parâmetros electrofisiológicos do sono, na sonolência e no ciclo sono-vigília”, refere o médico dentista.

“Tendo a noção de que, apesar da melhoria conseguida, mantemos níveis elevados de poluição atmosférica, e que passamos cerca de 90% do tempo em espaços fechados, com défices ventilatórios, podemos imaginar a relevância que existe em conhecer os efeitos que estes hábitos e comportamentos determinam num estado (sono) a que dedicamos 1/3 da vida e que se confirma de vital importância”.

Além desta conferência, Miguel Meira e Cruz foi convidado para participar no 4º Coaching DSM Brasil 2017 onde ministrou um curso que se focou na fisiologia do sono e clínica das principais perturbações e no papel do médico dentista na Medicina do Sono.

“Revisitei a evidência sobre o impacto de algumas abordagens terapêuticas na prevenção do risco cardiovascular e na optimização da terapêutica em doentes com alteração a este nível, e sobre o importante papel do médico dentista dedicado à medicina do sono em atuar num conjunto de doenças tão prevalentes e tão relevantes do ponto de vista epidemiológico, como são as DCV”, explica.

O ar que respiramos: este foi o mote para a palestra de Miguel Meira e Cruz no Congresso Brasileiro do Sono

O médico dentista, que acumula a função de coordenador da Unidade de Sono do Laboratório de Função Autonómica do Centro Cardiovascular da Universidade de Lisboa, aceitou também a oportunidade de participar, como palestrante convidado, no 4º Coaching Dental Sleep Medicine Brasil, realizado nos dias 29 e 30 e destinado a profissionais de saúde oral com foco no tratamento de doentes com perturbação do sono.