Cheques-dentista

Apenas metade dos cheques-dentista emitidos no Alentejo foram utilizados

Apenas metade dos cheques-dentista emitidos no Alentejo foram utilizados

O programa cheque-dentista “não está a responder da melhor forma” na região do Alentejo, disse recentemente o presidente da Administração Regional de Saúde do Alentejo, João Robalo. De acordo com o regional Diário Campanário, só metade dos cheques-dentista emitidos na região é que foram utilizados.

José Robalo, presidente da ARS do Alentejo, acredita que o cheque dentista “nem sempre está a responder da melhor forma” e revela que embora as pessoas tenham acesso ao cheque, “muitas vezes não o utilizam”.

O primeiro cheque-dentista é atribuído aos sete anos, o segundo aos dez e o terceiro aos 13 anos, mas os dados revelados pela região do Alentejo mostram que nem todos o utilizam. No caso das crianças de sete anos de idade, foram emitidos por esta entidade um total de 2 977 cheques-dentista, no entanto, apenas 1 552 foram utilizados.

No que diz respeito ao segundo cheque-dentista, foram emitidos 4 144 e utilizados 1 785, e no caso do terceiro cheque-dentista foram entregues 3 655 cheques e usados apenas 1 648.

De acordo com o presidente da ARS alentejana, para conseguir melhores resultados os responsáveis pela iniciativa devem “ser mais proactivos” e tentar que as pessoas “utilizem os recursos que têm”, afirmando que são oportunidades que “podem fazer a diferença”.

Os dados revelados pela publicação mostram também que o Alentejo continua longe de atingir a meta definida pela Organização Mundial de Saúde de 80% das crianças até aos 6 anos livres de cáries. Ainda assim, entre 2000 e 2014, a percentagem de crianças até aos seis anos sem cáries dentárias passou de 30,3% para os 67,4%.

“Ainda não temos o número que, obviamente, gostaríamos de ter”, defende José Robalo, lembrando que “neste momento, temos cinco higienistas orais” para o Alentejo e que “gostaria de ter mais”.